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Abecip reitera expectativa de crescimento de 15% do financiamento imobiliário em 2018

São Paulo, 30/01/2018 – A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) reiterou a expectativa de crescimento de 15% para o financiamento imobiliário em 2018, totalizando R$ 116 bilhões, ante R$ 101 bilhões no ano passado. Se concretizado, será o primeiro exercício de expansão após três anos seguidos de queda e ainda, conforme a entidade, o maior volume apresentado pelo segmento desde 2015, quando foram contabilizados R$ 128 bilhões.

Para os financiamentos com recursos da caderneta de poupança (SBPE), a Abecip projeta alta de 10% em 2018 ante 2017, a R$ 48 bilhões. No caso da modalidade com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), a entidade prevê incremento de 19%, na mesma base de comparação, totalizando R$ 69 bilhões.

De acordo com o presidente da Abecip, Gilberto Abreu, o mercado de financiamento imobiliário vive um novo ciclo no qual a retomada da economia brasileira, o aumento da confiança do consumidor associados ao cenário de juros baixos e inflação sob controle vão permitir uma “retomada mais pujante” do segmento. “Mas será gradual”, enfatizou ele, em coletiva de imprensa para comentar o desempenho do setor, nesta manhã.

Abreu afirmou que as restrições de capital da Caixa Econômica Federal, que lidera o financiamento imobiliário com cerca de 70% do setor, já impactou os números do mercado no ano passado. Apesar disso, considerando apenas o desembolso feito em 2017, o banco público seguiu na liderança, respondendo por 38,1% do crédito com recursos da poupança para aquisição e construção, com um total de R$ 16,4 bilhões. Na sequência, estiveram Itaú Unibanco (19,8%, R$ 8,5 bilhões), Bradesco (18,3%, R$ 7,9 bilhões), Santander (14,4%, R$ 6,2 bilhões) e Banco do Brasil (6,4%, R$ 2,8 bilhões).

No ano passado, do volume total financiado, a linha com recursos da poupança somou R$ 43 bilhões, declínio de 7,4% ante 2016. “O desempenho foi pior do que imaginávamos”, disse Abreu, mencionando o impacto da atuação da Caixa, que tem restringindo financiamentos por conta de questões de funding e capital.

No total, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança (SBPE) e do FGTS foram a R$ 101 bilhões, montante 12,2% menor do que o registrado em 2016, de R$ 115 bilhões, de acordo com a Abecip. (Aline Bronzatialine.bronzati@estadao.com)

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