Afinal, quanto custa alugar um apartamento?

Afinal, quanto custa alugar um apartamento?

Você busca por um imóvel e encontra diferentes preços por residências com padrões bastante semelhantes. Então, surge a dúvida sobre a razão dessa variação, já que parece não ter muito sentido. Acontece que diversos fatores influenciam diretamente o custo de alugar um apartamento.

Assim, os valores dependem de elementos objetivos e de outros nem tão evidentes. Perceber esses aspectos e seus desdobramentos vai ajudar você a entender melhor quanto custa alugar um apartamento. Para mostrar a você o que considerar, separamos aqui os pontos centrais da questão. Siga a leitura e descubra quais são!

Valor do imóvel

A base do preço de um aluguel costuma ser uma porcentagem do valor total do apartamento. Essa fração fica entre 0,5% e 0,6% do valor de venda do imóvel, sem contar suas taxas e impostos.

Embora muito empregado, esse critério não é o único sobre o qual se precifica uma moradia. Assim, o preço do apartamento é calculado levando em conta também outros fatores que podem ser avaliados com relativa facilidade.

Esses pontos se referem ao tamanho, padrão, localização e tempo de uso do imóvel. Confira todos eles logo abaixo!

Localização

infraestrutura do bairro tem grande relevância para a formação do preço da residência. Por isso, os imóveis em localidades reconhecidamente bem servidas por comércios, vias de acesso e opções de lazer têm aluguéis mais altos em relação a bens do mesmo tipo, porém, situados em bairros menos privilegiados.

Bairros nobres e seus arredores concentram imóveis com valores de locação elevado, já que a infraestrutura desses locais valoriza as propriedades ali existentes. Lugares que contam com potencial de expansão e desenvolvimento refletem essas qualidades no valor do aluguel, que aumenta já com o anúncio da chegada de investimentos na região.

No sentido oposto, o da desvalorização, estão as localidades mal atendidas pelo poder público e distantes dos principais pontos da cidade. Nelas, o aluguel de imóveis tende a ser mais barato, em função das poucas vantagens que oferecem.

Tamanho

A metragem de um apartamento, o número de cômodos e a distribuição dos seus ambientes servem de parâmetros para o seu preço. Nesse sentido, os apartamentos compactos custam menos do que os que dispõem de espaços mais generosos. Claro que, ao comparar unidades, é preciso que estejam na mesma área e tenham o mesmo padrão.

Para fazer essa comparação, é preciso conhecer as ofertas imobiliárias de determinada região. Você vai conseguir isso ao acessar um portal imobiliário confiável, que exiba anúncios com valores atualizados.

Estrutura

Muito buscados, os apartamentos em empreendimentos equipados para favorecer a convivência e o lazer dos moradores estão sempre em alta. Isso faz com que os aluguéis nesses condomínios apresentem valorização, o que justifica apresentarem preços diferentes daqueles com poucas opções para o entretenimento.

Demais itens que elevam a atratividade dos imóveis em condomínios são os equipamentos de segurança e portaria 24 horas. Elevadores e garagem privativa somam valor às unidades, que têm significativa elevação no preço caso incluam mais de uma vaga para carros.

Idade do apartamento

Com o passar dos anos, a construção vai sofrendo desgaste e perde a atualidade. Essa ocorrência, chamada depreciação, é proporcional ao tempo de uso do imóvel e seu estado de conservação.

Por isso, um apartamento recém-construído disponível para locação sai mais caro do que um do mesmo padrão e tamanho, mas construído há muitos anos. Isso porque o imóvel mais novo segue conceitos atuais e proporciona comodidades alinhadas com o estilo de vida de agora.

Esse tipo de imóvel requer menos adaptações, pois dispõe de fiação para TV por assinatura e internet, entre outras facilidades. Sua elétrica é projetada para suportar o aparato tecnológico atual e tanto a fiação como a parte hidráulica, por serem novas, exigem menos gastos com manutenção.

Nos imóveis com mais tempo de construção, podem surgir problemas hidráulicos ou mesmo estruturais. Veja que fazer esses reparos é responsabilidade do proprietário, e não do locatário e que um imóvel usado bem conservado ou reformado pode ser tão vantajoso quanto um novo — e seu aluguel sair mais em conta.

Valor do condomínio e IPTU

Na hora de avaliar quanto custa alugar um apartamento, não deixe de calcular as contas mensais e os impostos. Uma dessas taxas é a mensalidade do condomínio, que inclui os salários dos funcionários do edifício, água e luz das áreas comuns.

Essa cobrança abrange mais valores, como o fundo de obras — cujo valor é direito do inquilino repassar ao proprietário. Há ainda o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que pode ou não ser assumido pelo locatário, de acordo com o que ficar combinado no contrato de locação.

Água, luz, gás encanado e demais contas do imóvel são outros gastos com os quais você vai ter de arcar mensalmente. Lembre-se de acrescentar o preço desses encargos ao valor do aluguel, a fim de conhecer a totalidade das despesas com a moradia.

Preço praticado pelo mercado

Para se certificar de que o aluguel de um apartamento está condizente com o valor de mercado, procure verificar os valores de locação cobrados naquela região. Pesquisar outros imóveis no mesmo condomínio dará a você um bom panorama dos preços praticados.

Com o intuito de não incorrer em erro de julgamento, preste atenção às particularidades do imóvel. Afinal, a sua valorização será maior ou menor de acordo com essas especificidades.

Mas, caso você fique com dúvidas e queira saber com maior exatidão se o aluguel cobrado pelo apartamento é justo, aprofunde sua pesquisa imobiliária. Fazer isso fornecerá subsídios adicionais para perceber se o valor está baixo, razoável ou acima da média.

Mais uma forte influência que você deve considerar ao verificar se o preço da locação está compatível com a média do mercado é a oferta e procura por aluguéis na localidade.

Nesse sentido, a baixa disponibilidade de imóveis para locação tende a fazer os preços subirem. Por outro lado, quando a quantidade de unidades para locação está mais alta, são maiores as chances de você encontrar valores atrativos. Não se esqueça disso ao considerar se o imóvel está ou não dentro da média calculada para ele.

Como planejar as finanças para alugar um apartamento

Com base em todos os aspectos que você viu elencados ao longo deste post, é hora de programar as suas finanças para comportar o aluguel. Esse cuidado é fundamental para assegurar um período locatício tranquilo e deixar você livre de dificuldades.

Para saber direitinho como tomar essa atitude, fique atento para as dicas a seguir.

Defina o valor máximo da locação

A primeira providência vem antes da busca pelo imóvel. Essa ação primordial consiste em olhar para o orçamento e ver qual valor de locação se encaixa nele. Isso porque não é indicado comprometer a renda além da conta, com as despesas relacionadas à moradia. O recomendado é limitar esse gasto a 30% dos ganhos líquidos.

Isso significa reverter menos de 1/3 dos ganhos para o aluguel — considerados também seus custos acessórios. A partir desse critério, estabeleça o custo máximo que você pode assumir, que se refere à locação e seus encargos.

Calcule o valor total das despesas com a moradia

Na programação para alugar um apartamento, é preciso estimar como esse gasto vai impactar o mês. Para tanto, some a totalidade das despesas diretamente relacionadas à moradia — não deixe de listar os gastos com o gás e a água, no caso de não serem inclusos no condomínio.

Com isso concluído, você vai saber como a locação vai se articular no seu orçamento e, a partir daí, pode se programar para esse custo. Inclusive, poderá promover ajustes, se perceber essa necessidade.

Atente às despesas iniciais

Na hora de fazer a projeção dos seus gastos com moradia, pense em quanto precisará despender ao entrar no novo imóvel. Claro que isso está relacionado a algumas variáveis e, por isso, fizemos uma seleção delas a seguir.

Gasto com a garantia locatícia

Toda locação de imóvel exige apresentar uma garantia ao proprietário, que o resguarde de eventuais prejuízos. Entre as garantias locatícias geralmente aceitas, estão o fiador, seguro-fiança e depósito caução.

De todas essas possibilidades, apresentar um fiador é a única maneira de não ter gasto adicional na hora da contratação. Nos demais casos, é importante contar com os valores a empregar.

Se a decisão for por efetuar depósito, a quantia a dispor ficará algo em torno do valor de 3 meses das despesas com moradia. Esse dinheiro não é perdido, pois retorna ao final do contrato, normalmente corrigido de acordo com a aplicação na qual foi investido.

Já se a escolha for pelo seguro-fiança, a despesa realizada não é mais retomada, porque as seguradoras cobram pelo risco assumido — em eventual inadimplência, a empresa que assina como fiadora tem de assumir os pagamentos pendentes.

Gasto com a mudança ou aquisição de mobiliário

Mudar de endereço costuma gerar custo com o transporte dos móveis, eletrodomésticos e outros objetos. Nessa situação, os serviços de uma empresa que se encarregue da mudança são bastante úteis.

Para saber desde agora em torno de quanto vai girar esse custo, solicite cotação em mais de uma transportadora. Isso vai permitir identificar qual delas tem o melhor preço, além de ajudar a saber quanto colocar de lado para arcar com o gasto.

A exceção para esse caso fica por conta de você ainda não ter mobília, e de esperar para comprar as peças logo após mudar de endereço. Nesse caso, em vez de se preocupar com o pagamento pela mudança, será preciso contabilizar os gastos com a aquisição do mobiliário.

Outra possibilidade é aderir a uma solução bastante prática, que é alugar um imóvel mobiliado e não precisar levar nada. Claro que a locação desse tipo de imóvel tende a custar mais caro, mas, muitas vezes, a pouca diferença de preço pode compensar.

Gasto com adequação do imóvel

Vai se mudar para um apartamento alugado e pretende fazer adequações que o deixem mais confortável? Caso tenha a concordância do proprietário e decida proceder ajustes, é interessante preparar o bolso para enfrentar essa despesa.

Ao entrar no apartamento, se você encontrar problemas com a pintura, parte elétrica ou hidráulica, os reparos são responsabilidade do dono. Porém, pelas modificações que quiser fazer — e para as quais obtiver autorização —, você é quem vai pagar.

Mantenha um caixa para as manutenções do imóvel

Ao longo do tempo, toda moradia ocasiona custos de manutenção em função do uso e do desgaste natural dos materiais. Isso inclui desde a mais simples troca de lâmpadas até a repintura das paredes.

Lembre-se de que o cuidado com a conservação do imóvel é obrigação do inquilino. Nesse sentido, é importante não deixar os consertos, as substituições e os reparos se acumularem. Afinal, ter de fazer tudo de uma só vez — como às vésperas de uma vistoria ou da entrega do imóvel —, vai pesar mais no seu bolso do que manter tudo em ordem.

Fique alerta quanto aos reajustes do aluguel

Na hora de contabilizar as despesas com o aluguel de um apartamento, não deixe de observar os reajustes de valor. Essas alterações no preço devem ser feitas de acordo o índice previsto no contrato de locação, dentro da periodicidade combinada.

De forma geral, as correções são realizadas com base no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). Esse indicador é divulgado todos os meses pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e serve de referência para os reajustes anuais.

Para ter uma ideia de suas variações, você pode pesquisar como elas têm sido nos meses anteriores à locação. Porém, note que o índice reflete como está a economia em certo período.

Além do mais, ele também é impactado pelas oscilações do dólar e de outros indicadores econômicos. Não dá para saber como todos esses fatores vão se comportar no futuro, mas olhar para trás viabiliza uma ideia aproximada do que esperar das correções.

Ao contabilizar quanto custa alugar um apartamento, além dos pontos acima elencados, tenha em mente os gastos com a busca pelo imóvel. Ela demanda deslocamentos e demanda tempo e dinheiro.

Para agilizar esse processo e acessar as melhores oportunidades imobiliárias disponíveis no mercado, conte com a praticidade de uma plataforma digital. Com milhares de anúncios, todas as modalidades de residências e filtros de busca para você visualizar apenas o que interessa, esse é o caminho mais curto entre você e o seu futuro lar!

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