Após definição de presidente, empresários do setor de construção voltam atenção para reformas

Após definição de presidente, empresários do setor de construção voltam atenção para reformas

São Paulo, 29/10/2018 – Com a definição de Jair Bolsonaro (PSL) como presidente da República, empresários do setor da construção esperam que o próximo governo se movimente para endereçar as reformas necessárias para reequilibrar as contas públicas e destravar investimentos, a começar pela reforma da Previdência.

“A prioridade absoluta é a reforma da previdência”, salientou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), José Romeu Ferraz Neto. “Ela será o detonador de todos os outros processos”, emendou.

Segundo Ferraz Neto, a reforma da Previdência será importante para reequilibrar as contas nacionais e destravar investimentos públicos em infraestrutura. Além disso, a reforma dará confiança para que investidores estrangeiros também façam aportes no Brasil. “Tem muito dinheiro fora do País que pode ser aplicado em infraestrutura, mas depende de uma sinalização positiva do governo”.

No último mês, o Sinduscon-SP revisou suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) da construção em 2018, em meio a incertezas sobre os rumos da agenda política e econômica do País. Anteriormente, havia a expectativa de um crescimento de até 0,5% para este ano. A nova expectativa é de queda de 0,6% a 1,0%. Para o próximo ano, ainda é cedo para fazer projeções, segundo Ferraz Neto. “Vamos aguardar”.

O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, vê de forma positiva as sinalizações iniciais da equipe de Bolsonaro para reequilibrar as contas públicas e aumentar a eficiência dos gastos.

“Uma sinalização importante foi o compromisso de reduzir o número de ministérios. Isso vai gerar eficiência e promover economia de gastos”, observou França. “Além disso, ninguém nega a necessidade da reforma da previdência. A discussão é sobre o como. Há intenção legítima de se fazer a reforma”, apontou, acrescentando que empreendedores e investidores brasileiros e estrangeiros vão monitorar o andamento desses ajustes. (Circe Bonatelli – circe.bonatelli@estadao.com)

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