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Com mercado em reaquecimento, Eztec eleva meta de novos projetos no ano

São Paulo, 14/08/2019 – Em meio ao cenário de reaquecimento do mercado imobiliário, a Eztec decidiu elevar a sua meta de lançamentos de 2019 do patamar de R$ 1,0 bilhão a R$ 1,5 bilhão para o novo patamar de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,0 bilhões.

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Emílio Fugazza, afirmou que as vendas estão fortes e que a companhia foi capaz de reduzir seu estoque em cerca de 30% neste ano, abrindo espaço para a oferta de novos projetos.

“Há quatro anos, precisávamos de 60 visitas nos estandes para realizar uma venda. Hoje, são apenas de 5 a 7”, contou o executivo. “Estamos exatamente na mesma intensidade de vendas vista em 2009 ou 2010”, comparou, referindo-se aos anos de maior bonança do setor.

Um fator decisivo para a retomada dos negócios foi a queda das taxas de juros do financiamento imobiliário ao longo dos últimos meses, o que permitiu a redução das parcelas, aumentando o poder de compra dos consumidores.

Fugazza acrescentou que a expectativa de recuperação da economia brasileira e de elevação dos preços dos imóveis após anos de estagnação ajudaram a atrair investidores para o setor. “Tanto o usuário final (morador) quanto o investidor estão voltando com intensidade”, observou.

Os lançamentos da Eztec no primeiro semestre representam R$ 707 milhões em valor geral de vendas (VGV). E para o terceiro trimestre estão programados mais três projetos, com VGV de R$ 961 milhões. Com isso, a companhia prevê totalizar R$ 1,7 bilhão no fim de setembro.

Os lançamentos programados daqui até setembro são todos residenciais: o médio padrão Jardins do Brasil, em Osasco (R$ 265 milhões); alto padrão Haute Ibirapuera, na Vila Clementino, (R$ 146 milhões); e o alto padrão Parque da Cidade, na Chucri Zaidan, com VGV de R$ 550 milhões.

Fugazza contou que a companhia ainda está avaliando o mercado, mas já cogita dois projetos no quarto trimestre, possivelmente um dentro do Minha Casa Minha Vida (MCMV). “Podemos ficar no topo do guidance (meta). Vamos ver”.

Novos donos – O diretor afirmou que não haverá qualquer mudança nos rumos da Eztec após a “mudança de dono”. No início do mês, a incorporadora anunciou que seu fundador e principal acionista, Ernesto Zarzur, transferiu sua participação de 31,56% do capital social da companhia a seus filhos e netos. Zarzur permanecerá como membro do conselho de administração e ainda receberá dividendos. “Na prática, não muda nada”, afirmou Fugazza. “Os filhos têm mais de dez anos no comando da empresa. E a mentalidade do Ernesto sobre os negócios foi passada para os filhos com serenidade”, afirmou.

Balanço – A Eztec, incorporadora da capital paulista e região metropolitana, fechou o segundo trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 94,910 milhões. O resultado ficou 6,5 vezes acima do registrado no mesmo período de 2018, quando atingiu R$ 14,543 milhões.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 71,083 milhões, revertendo o resultado de um ano antes, quando ficou negativo em R$ 7,332 milhões. A receita líquida totalizou R$ 161,833 milhões, um aumento de 135%.

O crescimento do lucro da Eztec é um reflexo da ampliação dos lançamentos e das vendas nos últimos trimestres, levando ao crescimento da receita, à diluição das despesas e ao aumento das margens.

As vendas líquidas foram de R$ 372 milhões no segundo trimestre de 2019, montante 4,6 vezes maior do que no mesmo intervalo de 2018. Esse resultado de vendas foi o mais alto na história da companhia desde o primeiro trimestre de 2011. As vendas foram impulsionadas por mais lançamentos e pela maior liquidez do estoque pronto, especialmente de projetos como Cidade Maia e EZ Mark.

A incorporadora lançou três novos empreendimentos no trimestre, chegando a um valor geral de vendas (VGV) de R$ 313 milhões. No mesmo período do ano passado não houve lançamentos. A Eztec teve um faturamento ‘extra’ de R$ 18 milhões oriundos da venda de três terrenos na Praia Grande (SP).

Já o resultado financeiro líquido foi uma receita de R$ 32,012 milhões, alta de 38,6%. Esse crescimento foi puxado pela linha de financiamentos a clientes, ajustada pelo IGP-DI. A companhia teve queima de caixa de R$ 3 milhões devido ao início de obras de projetos ainda não comercializados, casos do Parque da Cidade e da Esther Towers. No fim de junho, a Eztec tinha caixa líquido de R$ 348,977 milhões. (Circe Bonatelli)

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