Com R$ 1 bi em shoppings, IRB Brasil Re aproveita mercado aquecido para desinvestir

Com R$ 1 bi em shoppings, IRB Brasil Re aproveita mercado aquecido para desinvestir

São Paulo, 17/01/2020 – O ressegurador IRB Brasil Re está aproveitando o aquecimento do mercado de shoppings para desovar ativos que não fazem parte da sua atividade principal. Com mais de R$ 1 bilhão investidos neste setor, a companhia anunciou, no início do ano, a venda do Internacional Guarulhos, em São Paulo, e negocia ainda sua participação em outros dois ativos, o Praia de Belas, em Porto Alegre, com o Iguatemi, e o Park Shopping, de Brasília, com a Multiplan.

Não é de hoje que o IRB conversa com seus sócios para se desfazer dos ativos que têm em mãos. O último negócio nessa área havia sido em 2014. De lá para cá, tanto as empresas que investem com o ressegurador quanto o mercado aguardam novos movimentos da companhia. No entanto, conforme apurou o Broadcast, as vendas, ao menos até aqui, não deslanchavam por questão de preço e, consequentemente, expectativas de valorização dos ativos neste segmento.

Agora, contudo, as chances da desinvestimentos aumentam por conta da maior atividade do mercado de shoppings. Além do preço mais favorável para venda, impulsionam movimentos neste ano, assim como já ocorreu em 2019, a caça de gestores por ativos para comporem seus fundos imobiliários, que engordaram em termos de captação diante da forte demanda das pessoas físicas por esse tipo de investimento em um cenário de juros baixos.

Do lado do preço, contribui, conforme especialistas ouvidos pelo Broadcast, o fato de os principais componentes que determinam o valor dos shoppings estarem em níveis que sugerem baixa probabilidade de valorização expressiva no futuro. São eles: a Selic, em 4,5% ao ano e que não deve se reduzir muito mais; o nível de vacância, ou seja, espaços vagos, está na mínima histórica bem como o indicador de inadimplência e, por último, a concorrência das lojas físicas com o comércio eletrônico.

“O setor de shoppings teve uma melhora muito grande no ano passado em termos de valorização do preço dos ativos com a queda dos juros no País e o ambiente macroeconômico, o que leva investidores que não têm neste mercado o seu core business a se desfazer de posições”, explica um analista de um banco estrangeiro que acompanha o setor de shoppings, na condição de anonimato. (Aline Bronzati, da Agência Estado)

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