Conpresp abre estudo de tombamento de condomínio da Vila Mariana, em São Paulo

Conpresp abre estudo de tombamento de condomínio da Vila Mariana, em São Paulo

São Paulo, 02/05/2019 – O Conjunto Residencial Santa Cruz teve a abertura de estudo de tombamento aprovada na segunda-feira, 29, pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). Os predinhos datam dos anos 40 e ficam localizados na Rua José Brás de Queiroz, na Vila Mariana, zona sul da capital paulista.

A decisão implica em um “tombamento provisório” dos imóveis enquanto é realizado o estudo. Após a conclusão, o levantamento é apresentado para o Conpresp, que precisará decidir pela preservação definitiva dos bens. Durante esse período, qualquer intervenção deverá ser previamente autorizada pelo conselho e analisada pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH).

 

O condomínio é formado por 44 prédios de apartamentos de três andares e dois imóveis institucionais, todos projetos pelo engenheiro-arquiteto Marcial Fleury de Oliveira. Originalmente, o lote tinha outras três edificações. Parte dos imóveis já estava em estudo de tombamento desde 2016.

 

O conjunto é hoje conhecido também como Condomínio Santa Cruz. Segundo o conselho, os prédios foram erguidos para abrigar trabalhadores do setor bancário e associados do extinto Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Bancários (IAPB). “(O condomínio) é testemunho de uma etapa de pensamento e prática da produção de moradia voltada aos trabalhadores urbanos, que teve lugar entre o final da década de 1930 e a primeira metade da década de 1960”, diz resolução do Conpresp.

 

A resolução do Conpresp destaca ainda “as qualidades urbana, ambiental e do projeto arquitetônico” do condomínio, “que se destaca na paisagem local pela originalidade e qualidade de sua implantação, associada ao urbanismo moderno”.

 

Em abril, o conselho também aprovou a abertura do estudo de tombamento de um conjunto de sobrados da Vila Mariana, na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves. A decisão ocorreu após um movimento de moradores contra a iminente demolição da vila. (Priscila Mengue, O Estado de S. Paulo)

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