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Corte nas projeções de lançamentos de imóveis refletem piora do cenário econômico, diz SECOVI-SP

São Paulo, 15/08/2018 – O presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Amary, afirmou que o corte na projeção de lançamentos para 2018 é um reflexo da piora do ambiente econômico do País. “Estamos vendo neste momento uma recuperação menor do que a esperada, pois o cenário não é mais tão bom quanto no começo do ano”, explicou Amary, em entrevista ao Broadcast.

O presidente do Secovi-SP afirmou que os lançamentos de novos projetos imobiliários na capital paulista continuarão ocorrendo, mas perderão ritmo devido à desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) e ao aumento das incertezas sobre os rumos do País provocadas pelas eleições. Na visão de Amary, esses fatores têm minado a confiança tanto de consumidores quanto de empresários para a tomada de decisão de investimentos.

 

Ele apontou também que, em 2017, cerca de 75% dos lançamentos na cidade de São Paulo se concentraram no segundo semestre, quando o mercado imobiliário iniciou uma trajetória de recuperação. “A base de lançamentos do segundo semestre 2017 foi muito alta. Neste semestre, os lançamentos vão continuar acontecendo, mas não na mesma proporção do ano anterior”, ponderou.

 

Apesar do corte nas projeções para os lançamentos, o Secovi-SP elevou as expectativas para as vendas neste ano. Isso aconteceu porque o sindicato identificou que o mercado de moradias econômicas, que tem comandado a recuperação do setor, continua com demanda saudável entre os consumidores e boas condições de acesso ao financiamento, especialmente dentro do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

 

“Percebemos que há uma elevação sustentável das vendas, principalmente por conta dos imóveis econômicos”, apontou Amary. “O Minha Casa Minha Vida deve continuar impulsionando as vendas”.

 

Com perspectiva de alta nas vendas e redução dos lançamentos, o estoque de imóveis na cidade de São Paulo – que ficou acima da média histórica durante os anos de crise – deve voltar gradualmente a um ponto de equilíbrio.

 

O estoque de imóveis residenciais novos na capital paulista fechou o mês de junho com um total de 17.558 unidades, uma queda de 16,6% em relação ao registrado em junho de 2017. Desse total, 3.642 unidades (21%) estavam na planta, 11.752 (67%) em obras e 2.164 unidades (12%) prontas.

 

Projeções

O Secovi-SP anunciou hoje uma revisão nas suas projeções para o mercado imobiliário residencial na capital paulista em 2018.

 

A nova estimativa para as vendas é de alta em torno de 10% a 17% no ano, totalizando em torno de 25 mil a 27 mil unidades comercializadas. Para os lançamentos, a previsão é de uma queda de 8% a 10%, num total de cerca de 28 mil unidades lançadas.

 

No começo do ano, o sindicato previa que os lançamentos em 2018 deveriam permanecer estáveis em comparação com 2017. Por sua vez, a projeção para as vendas era de alta de 5% a 10%. (Circe Bonatelli – circe.bonatelli@estadao.com)

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