Empresários esperam continuidade do Minha Casa Minha Vida em próximo governo

Empresários esperam continuidade do Minha Casa Minha Vida em próximo governo

São Paulo, 29/08/2018 – O risco de descontinuidade ou mudanças bruscas no Minha Casa Minha Vida (MCMV) é visto praticamente como nulo por empresários do setor da construção.

Segundo o diretor vice-presidente da Direcional Engenharia, Ricardo Ribeiro Valadares Gontijo, nenhum dos principais candidatos à Presidência da República apresentou propostas para alterar o programa habitacional.

“O Minha Casa Minha Vida é um programa superavitário, gerador de empregos e a principal via de acesso da população de baixa renda para a compra de um imóvel. Não faz sentido mudar“, disse, em entrevista. O executivo citou como exemplo da confiança da Direcional na perenidade do MCMV o anúncio feito hoje do maior empreendimento da história da incorporadora. Batizado de Pátio Central, o projeto terá 35 torres e 5.500 unidades em São Paulo, sendo que cerca de 60% das moradias estarão enquadradas no MCMV. “Nossa visão é de que o programa é um sucesso e referência no mundo todo”, destacou.

Gontijo ainda descartou a necessidade de ajustes nos preços e nas faixas de renda do MCMV, que estão funcionando bem, de acordo com a sua avaliação. Ele também ponderou que há pouco espaço para uma aceleração nas metas de contratação de unidades, tendo em vista que não há recursos suficientes do FGTS para bancar um eventual crescimento das operações do programa.

Na mesma linha, o vice-presidente de Habitação do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e diretor da Cury Construtora, Ronaldo Cury, disse que as associações setoriais tiveram contato com os principais candidatos, mas não há notícias de intenções de descontinuar com o MCMV.

Nosso pedido foi apenas para que mantenham aberta as mesas de negociação entre o governo, os bancos públicos e as associações para discutir regularmente o andamento do programa“, contou. Cury ponderou que a única preocupação recai sobre o FGTS, fonte de financiamento para a compra e aquisição de imóveis do MCMV. “Existem centenas de projetos para mudar a remuneração do FGTS, o que pode desestabilizar o programa. Isso preocupa“, disse. (Circe Bonatelli – circe.bonatelli@estadao.com)

Fique por dentro do Mercado Imobiliário! Receba conteúdos gratuitamente.

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.