escritórios, galpões e shoppings

Escritórios, galpões e shoppings reduzem vacância e ensaiam alta de aluguéis para 2019

São Paulo, 03/12/2018 – Os empreendimentos imobiliários comerciais devem manter a trajetória de recuperação lenta, porém gradual, ao longo de 2019. Executivos que atuam nos setores de prédios corporativos, galpões e shopping centers apontam que esses mercados não estão totalmente recuperados após anos de crise e ainda se ressentem de espaços sem inquilinos, mas os ativos de maior qualidade, em regiões nobres, já puxam a recuperação de cada um dos setores, inclusive com as primeiras altas reais nos valores dos aluguéis.

O mercado de edifícios corporativos de alto padrão na cidade de São Paulo tem mostrado aumento nas locações e redução dos espaços vagos, com início de elevação dos aluguéis nas regiões mais procuradas, como na Faria Lima, afirmou o head de investimentos da BR Properties, Rodrigo Borelli. “São Paulo já passou pela inflexão”, avaliou. Já no Rio de Janeiro, a recuperação também já começou, mas ainda está dando seus primeiros passos, segundo ele, uma vez que os efeitos da crise foram mais severos sobre a economia local. Por isso, os aluguéis ainda vão levar mais tempo para subir no Rio.

Borelli acrescentou que os mercados em ambas as cidades caminham para uma situação de maior equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos anos, com tendência de redução constante da vacância, considerando que praticamente não há novos edifícios em construção. Além disso, disse acreditar que há maior estabilidade no cenário macroeconômico, o que ajudará o mercado de escritórios.

“O setor tem um andamento intrínseco ao crescimento do País. Se os indicadores econômicos permanecerem saudáveis e as empresas confirmarem investimentos, devemos ter aumento na absorção dos escritórios”, disse. “O Brasil nem precisa ter uma recuperação absurda do PIB para que nosso setor possa ter números positivos no ano que vem. Basta ter um crescimento moderado e sustentável”.

O diretor de desenvolvimento da GLP, Ricardo Antonelli, também prevê uma recuperação constante para o setor de galpões industriais e logísticos. A companhia registrou recordes de locações em 2017 e em 2018, sustentada, principalmente, pela migração de inquilinos de empreendimentos antigos para outros mais novos e melhor localizados. Outro ponto favorável tem sido o crescimento do comércio eletrônico e a procura de varejistas por imóveis que funcionem como centros de distribuição nos arredores de capitais.

“Vemos uma vacância em queda nas regiões mais procuradas, como eixo da Rodoanel, na região metropolitana de São Paulo. Isso indica que em algum momento futuro poderemos ter recuperação dos preços de aluguéis. Na nossa opinião, o mercado vai ter reação dos preços a partir do fim de 2019”, estimou. Antonelli frisou que o desenvolvimento do mercado de galpões está associado ao avanço do consumo, que vem se recuperando nos últimos trimestres. Esse cenário abre uma perspectiva positiva para o curto e médio prazos, segundo o executivo.

Na mesma linha, o diretor financeiro e de relações com investidores da Sonae Sierra Brasil, Carlos Correa, disse esperar continuidade da recuperação do segmento de shopping centers em 2019, com aumento das vendas dos lojistas e da ocupação dos empreendimentos, bem como retirada gradual dos descontos nos aluguéis concedidos durante o ápice da crise.

“Nossa expectativa é boa para o setor de shoppings. A retomada é lenta, mas desde 2016 vemos números mais positivos. De modo geral, os lojistas têm vendido mais”, disse. “Para o ano que vem, vemos uma continuidade da recuperação, mas lenta. Não imaginamos uma virada muito grande”, ponderou.

Os executivos participaram hoje de um seminário sobre fundos de investimentos imobiliários organizado pelo clube de negócios Global Real Estate Institute (GRI). (Circe Bonatelli – circe.bonatelli@estadao.com)

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