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Estratégia de venda de ativos e corte da alavancagem da Duratex está mantida, diz diretor

São Paulo, 02/05/2018 – O plano estratégico da Duratex – focado na venda de ativos excedentes e na redução do endividamento – permanece inalterado, mesmo que, neste momento, não haja uma definição sobre a conclusão da segunda etapa das vendas de florestais para a Suzano.

“O movimento mais difícil foi a tomada de decisão sobre a alienação dos ativos. E essa decisão continua tomada. Nada muda”, destacou o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Carlos Henrique Haddad, em entrevista ao Broadcast.

A operação de venda de terras e florestas em São Paulo para a Suzano foi estruturada em duas etapas. A primeira envolvia a alienação de 9.500 hectares por R$ 308,1 milhões, já concluída. Já a segunda etapa envolve uma outro lote de 20.000 hectares por R$ 749,4 milhões, cuja opção de compra pode ser exercida pela Suzano até 2 de julho.

O negócio, porém, pode acabar ficando de lado, pois a Suzano está envolvida na compra da concorrente Fibria em uma transação que prevê troca de ações e o pagamento de R$ 29 bilhões.

Haddad explicou que a Duratex respeitará o prazo previsto para a Suzano decidir pelo exercício da opção de compra, mas admitiu que considera a possibilidade de, após 2 de julho, o negócio tomar outros rumos, uma vez que a Duratex já foi procurada por outros interessados.

“É difícil antecipar o timing da conclusão dos negócios (caso a Suzano abra mão). Mas não imaginamos ter um delay muito grande entre a formalização e um próximo movimento”, estimou. Haddad ainda frisou que os recursos oriundos das alienações dos ativos serão destinados à redução do endividamento da companhia.

O executivo explicou ainda que a ampliação dos investimentos prevista para este ano tem como principal objetivo a manutenção das operações após três anos de encolhimento dos aportes, em meio ao cenário de crise. A Duratex prevê investimentos de R$ 465,0 milhões em 2018, o que, se confirmado, será 27% maior do que os aportes realizados em 2017.

A maior parte desse montante será destinada à manutenção das fábricas e das áreas florestais. Um fatia de R$ 20 milhões a R$ 25 milhões será voltada para projetos de tecnologia voltados para a digitalização de processos visando a ganhos de eficiência e melhora da experiência de clientes. (Circe Bonatellicirce.bonatelli@estadao.com)

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