Executivo da MRV diz que humor de estrangeiros com Brasil vem melhorando

São Paulo, 11/10/2017 – Os investidores estrangeiros estão cada vez mais otimistas com o Brasil, o que deverá engrossar a entrada de capital externo no País ao longo dos próximos meses, beneficiando as empresas nacionais. A avaliação é do copresidente da MRV Engenharia, Rafael Menin, que esteve na última semana em Nova York e se reuniu com dezenas de investidores durante conferência com executivos da América Latina organizada pelo banco BTG Pactual.

“Nos últimos encontros, tenho percebido que o humor dos investidores em relação ao Brasil está mudando”, comentou Menin, atribuindo a mudança no clima ao ciclo de queda da taxa básica de juros e às reformas em andamento para reequilíbrio das contas públicas, que devem dar mais robustez à economia brasileira.

“Como a agenda atual do governo é positiva, o Brasil voltou a ser um País cortejado por investidores estrangeiros. Ainda não é o queridinho como alguns anos atrás, pois reconquistar a confiança leva um certo tempo”, disse. Na sua avaliação, as crises políticas nacionais têm sido colocadas em segundo plano pelos estrangeiros, que vêm destacando, principalmente, os avanços no campo econômico.

Apesar do momento mais favorável para a contratação de dívida corporativa, a MRV não pretende fazer novas captações, segundo Menin. “Fizemos, recentemente, a emissão de debêntures. Estamos numa situação confortável para os próximos dois anos”, afirmou. A incorporadora encerrou o segundo trimestre com dívida líquida de R$ 400 milhões e alavancagem (relação entre dívida e patrimônio líquido) de apenas 7,2%, uma das mais baixas do setor.

No lado operacional, os lançamentos e vendas continuam fortes na MRV. “O terceiro trimestre será o melhor trimestre do ano”, afirmou Menin. “O comprador tem vindo ao plantão de vendas com mais ânimo. O pior ficou para trás. O consumo está voltando”, disse.

Otimista, o executivo estimou que a Log Commercial Properties, braço do grupo voltado ao segmento de galpões logísticos, deve retomar a tentativa de abertura de capital em um prazo de aproximadamente 18 meses. No começo deste ano, houve a tentativa de levar a Log para a bolsa, mas a iniciativa não se concretizou porque o preço ofertado por investidores foi considerado baixo. A solução foi um aporte de capital por parte dos sócios da empresa logística. “No médio prazo, a intenção ainda é listar a Log”, frisou.

Dentro do grupo, a única operação de busca de recursos no mercado de capitais prevista neste momento é para a Urbamais, subsidiária que atua com loteamentos residenciais. Menin não revelou valores da potencial captação, mas estimou que o negócio deverá ocorrer no fim de 2017 ou começo de 2018. “A Urbamais está crescendo, e a natureza do negócio demanda capital”, explicou. (Circe Bonatellicirce.bonatelli@estadao.com)

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