Eztec planeja crescer até 25% em 2020 e bater recorde de lançamentos

Eztec planeja crescer até 25% em 2020 e bater recorde de lançamentos

São Paulo, 17/12/2019 – A incorporadora paulistana Eztec projeta lançar empreendimentos imobiliários residenciais que movimentarão um valor geral de vendas (VGV) entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões em 2020, de acordo com sua meta oficial (guidance) divulgada nesta semana.

O topo da nova meta representa uma perspectiva de crescimento de 25% em relação ao fechamento de 2019. Até aqui, os lançamentos da companhia somaram R$ 1,9 bilhão, e ainda há mais um outro projeto – Fit Casa Alto do Ipiranga – prestes a ser lançado oficialmente, que agregará outros R$ 80 milhões ao VGV deste ano.

Se a Eztec for capaz de colocar em prática a meta de 2020, ela também atingirá um novo recorde em sua história, superando os melhores anos em termos de lançamentos – 2019 (R$ 1,98 bilhão) e 2013 (R$ 1,92 bilhão).

“Estamos bem animados”, disse o diretor de Relações com Investidores, Emílio Fugazza, em entrevista. O executivo avaliou que o mercado imobiliário está em recuperação, sustentado principalmente pelas quedas nas taxas do financiamento.

Outro fator é o escoamento dos estoques tanto da empresa quanto do mercado em geral. Segundo ele, as vendas da Eztec no quarto trimestre deste ano já são recorde para a companhia. Além disso, a previsão de crescimento da economia brasileira, com abertura gradual de novos postos de emprego e geração de renda, tendem a engrossar a demanda por imóveis, avaliou. “Acreditamos que esse movimento vai vir com tudo entre 2020 e 2021”, projetou Fugazza.

A Eztec vai direcionar cerca de 40% dos seus lançamentos de 2020 para residenciais de médio-alto e alto padrão (com metro quadrado acima de R$ 7 mil). O segmento é voltado para famílias de maior poder aquisitivo, menos afetadas pela crise recente no País.

Outros 35% vão para residenciais de médio padrão (metro quadrado entre R$ 5 mil e R$ 7 mil), destinado a famílias que tendem a retomar a capacidade de compra à medida em que novos empregos sejam gerados no País. E a fatia final de 25% vai para o Minha Casa Minha Vida, segmento voltado para pessoas de menor renda e financiado por meio do FGTS.

A previsão é que 90% dos empreendimentos sejam feitos na capital paulista, e 10% na região metropolitana. A concentração ainda está na capital, onde o mercado está mais aquecido. Fugazza ressaltou que a incorporadora detém todos os terrenos para abastecer os lançamentos de 2020, e que um terço dos projetos já têm licenças, o que reduz os riscos de execução.

O diretor da Eztec admitiu que há uma concorrência crescente nos bairros nobres de São Paulo, uma vez que outras incorporadoras também estão pisando no acelerador. “Há risco da super oferta, mas está limitado a determinados bairros, onde a demanda também é bastante significativa”, contou.

Comercial – Além da meta oficial, a incorporadora tem dois projetos comerciais em fase de aprovação, mas ainda sem data exata para serem levados ao mercado. São duas torres corporativas, com até 15 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) cada, nos bairros de Pinheiros e Chácara Santo Antônio. “São um ‘off-guidance'”, disse Fugazza.

Os projetos corporativos são menores que os demais já feitos pela companhia. O Eztower, na região da Av. Chucri Zaidan, por exemplo, é composto por duas torres com ABL total de 94 mil m². No entendimento da Eztec, há uma oportunidade de se desenvolver edifícios comerciais de porte intermediário, voltado para empresas emergentes, como startups de tecnologia e finanças. Nesses casos, o foco da Eztec é construir e alugar os prédios, e só depois vendê-los. (Circe Bonatelli, da Agência Estado)

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