Fundo imobiliário: o que saber antes de fazer esse tipo de investimento?

Fundo imobiliário: o que saber antes de fazer esse tipo de investimento?

Arvo Rebouças

A maioria dos investidores do setor imobiliário no Brasil apostam suas fichas na compra de imóveis ou terrenos, com interesse em uma posterior revenda, ou mesmo nos lucros advindos de aluguéis. Muitos ainda desconhecem os benefícios de investir em Fundo Imobiliário (FII) — prática pouco explorada por aqui.

De fato, a falta de conhecimento afasta potenciais investidores que, por não saberem a lucratividade desse negócio, deixam de investir. Na verdade, trata-se de um instrumento do mercado de capitais que pode, sim, trazer lucro.

Neste post, você vai saber um pouco mais sobre esse tipo de investimento, suas vantagens e como investir. Continue a leitura e confira!

O que são Fundos Imobiliários?

Assemelham-se a outros tipos de investimentos, caracterizando-se pela reunião de recursos de várias pessoas que desejam aplicar no setor imobiliário. Para entender melhor, trata-se de uma aplicação feita por meio da Bolsa de Valores em que o investidor investe determinado valor obtendo cotas do fundo.

Os dividendos ocorrem pela valorização da(s) cota(s) adquirida(s) e pela distribuição dos rendimentos obtidos por meio de aluguel e outros rendimentos. Um cotista funciona como se fosse um sócio, que tem participação nos lucros — isso ocorre proporcionalmente ao número de cotas por ele adquiridas.

É de responsabilidade dos fundos (com seus respectivos gestores) aplicarem os recursos obtidos pelos investidores em empreendimentos que podem ser edifícios comerciais, shoppings, galpões logísticos, entre outros. Eles devem gerar dividendos, como aluguéis de salas, valorização do imóvel no mercado etc.

Resumindo: o dinheiro que os cotistas investiram é administrado por um gestor, que tem a incumbência de buscar os melhores investimentos. Dessa forma, fica garantida a rentabilidade para o valor que foi aplicado no fundo.

Quais são os tipos de fundos imobiliários (FIIs)?

Se você está interessado e pensando em investir no setor imobiliário, é importante conhecer como se classificam os fundos. Existem no mercado alguns tipos de FIIs com estratégias e ativos diferenciados. Veja como se dividem!

Fundos de tijolo

São fundos que se concentram em empreendimentos físicos, com endereço estabelecido. Esse tipo se rentabiliza por meio de construção, compra, aluguel ou mesmo venda dessas unidades. São, geralmente:

  • galpões logísticos;
  • shoppings centers;
  • agências bancárias;
  • hospitais;
  • hotéis;
  • condomínios;
  • centros educacionais etc.

O objetivo é buscar pessoas ou empresas interessadas em utilizar os imóveis adquiridos. Em troca, o fundo recebe uma renda mensal, que pode ser de aluguel ou venda, e que será distribuída entre os cotistas.

Fundos de papel

A finalidade é investir em títulos financeiros com vínculos no mercado imobiliário, como LCI (Letra de Crédito Imobiliário), CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), LH (Letra Hipotecária), cotas de outros fundos imobiliários etc.

O rendimento é oriundo dos juros e dividendos gerados por esses títulos ou pela venda dos mesmos.

Fundos de fundos

Essa modalidade é similar à última, com a diferença de que reúne o patrimônio dos investidores para comprar cotas de outros fundos imobiliários mais rentáveis. É indicada para aqueles cotistas com maiores investimentos, ou seja — os mais qualificados.

Como o Fundo Imobiliário funciona na prática?

Um Fundo Imobiliário inicia quando a instituição financeira responsável apresenta ao mercado um documento em que contém, além da política de investimentos, as diretrizes do futuro fundo.

A partir daí, é definido o número definitivo de cotas do fundo, período em que são também emitidas e lançadas no mercado. Quem tiver interesse, pode comprar o número de cotas que quiser.

Com o montante arrecadado, o gestor se mobiliza para adquirir os ativos imobiliários, conforme a política de investimento proposta. Após esse passo, o fundo em questão recebe um código chamado ticker e suas cotas já podem ser negociadas no livre mercado da Bolsa de Valores — como ocorre com ações de empresas.

Como os Fundos Imobiliários geram caixa?

De acordo com o que já foi abordado, é possível se ter uma noção de como os fundos geram lucro, não é mesmo? Confira, então, as principais formas de os fundos gerarem dividendos!

  • construção de imóveis: o fundo de investimento utiliza seus recursos para incorporação e construção de imóveis para obter lucros com vendas posteriores;
  • aluguel de imóveis: o fundo negocia contratos de aluguel e os rendimentos são convertidos para os cotistas:
  • arrendamento de imóveis: os contratos feitos pelos fundos têm o objetivo de atividades de exploração que gerem dividendos;
  • aquisição de títulos: geram retorno mensal com os juros e dividendos;
  • aquisição de cota de outros títulos: ocorre mais comumente nos fundos de fundos.

Quais as vantagens dos Fundos Imobiliários?

É aconselhável para qualquer pessoa que queira investir em fundos imobiliários saber o que eles podem trazer de benefícios. Como estamos falando em setor imobiliário, é bem comum que eles sejam comparados a imóveis físicos. Vamos saber, então, algumas das vantagens!

Isenção de Imposto de Renda

A renda oriunda dos FII está isenta de imposto de renda para pessoas físicas, o que não acontece com os rendimentos dos aluguéis de imóveis físicos.

Juros altos

Por sua baixa volatilidade, os ativos dos fundos, em muitas ocasiões, superam alguns indicadores, como a Taxa Selic e a Taxa DI, mostrando-se uma opção bastante vantajosa.

Facilidade

A negociação de cotas é muito simples, bastando alguns cliques. Já negociar um imóvel depende de vários fatores, que vão desde a publicação do anúncio até o lado burocrático, que envolve tempo e dinheiro.

Liquidez

A liquidez de cotas é muito maior do que a de imóveis. É possível vendê-las em qualquer momento. Já um imóvel depende de muito fatores burocráticos, o que torna a venda um processo mais lento.

Maior rentabilidade

A rentabilidade dos FII é geralmente, maior do que de um imóvel físico. Principalmente, porque são empreendimentos negociados com grandes empresas e shoppings. Há também os rendimentos com aluguéis.

O mesmo não se pode dizer de um imóvel. Afinal, quando fica vago, o proprietário não recebe o aluguel e ainda tem que arcar com demais taxas, como condomínio.

Como você viu, aplicar em um Fundo Imobiliário pode ser muito lucrativo. No entanto, como se trata de um investimento, requer uma avaliação de seu momento financeiro, se é propício ou não para esse tipo de aplicação. Tudo deve ser verificado, desde quem tomará conta de seu dinheiro (gestor), até os empreendimentos que farão parte do negócio.

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3 Comentários

  1. Parabéns pelo Post!
    Para quem está começando é muito difícil…
    Gosto de renda variável, e quanto mais cedo começar maiores os retornos…
    Para aprofundar no assunto, indico esse curso: http://bit.ly/aulatrade

  2. Gostaria de criar um fundo imobiliário com imóveis que estão em minha empresa de compra, venda e locação de imóveis. Há possibilidade de criar este fundo incorporando os imóveis da mesma.??

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