Empresários mostram otimismo na abertura do Salão do Imóvel, em São Paulo

Incorporadoras buscam retomar crescimento após paralisações de Maio

São Paulo, 11/06/2018 – Após paralisação de canteiros de obras e queda nas vendas ao longo de maio – mês que concentrou a greve dos trabalhadores da construção em São Paulo e o protesto dos caminhoneiros em todo o País – as incorporadoras buscam recuperar o tempo perdido e tentar manter a trajetória de expansão dos negócios vista nos meses anteriores.

A Cury, parceira da Cyrela no mercado imobiliário de baixa renda, chegou a ter 80% dos canteiros parados por cerca de cinco dias no mês passado. No fim de semana da greve dos caminhoneiros, as vendas caíram pela metade, conta o vice-presidente, Fábio Curi, que assumirá a empresa familiar em breve. “A situação já está normalizada, mas esse processo não é rápido”, pondera, lembrando que a efetivação das vendas depende de agendamentos de visitas e negociações que amadurecem no decorrer dos dias.

Na Eztec, incorporadora que atua no ramo de imóveis de médio e alto padrão, o tempo perdido com as paralisações dos canteiros totaliza três semanas, explica o diretor de relações com investidores, Emílio Fugazza. Esse período engloba as paradas de obras e o tempo necessário para reposição de insumos, como concreto e massas, que não são estocados.

Como consequência, a companhia espera um balanço mais fraco no trimestre, já que as receitas do setor são contabilizadas de acordo com a evolução das obras. “Vamos ter um impacto de três semanas de um total de doze semanas no balanço do trimestre”, aponta Fugazza, além da redução das vendas pela metade durante o ápice da greve.

Já o diretor de incorporação da Tegra (antiga Brookfield), João Mendes, conta que a empresa conseguiu ultrapassar o mês de maio com paradas apenas pontuais, que não comprometeram as projeções para o ano. Entre maio e o início de junho, a companhia conseguiu, inclusive, lançar dois empreendimentos em Campinas, com cerca de 30% das unidades vendidas.

“Continuamos com a meta de lançar empreendimentos que somam R$ 1,3 bilhão em valor geral de vendas. Neste mês vamos atingir R$ 500 milhões”, aponta.

 

Últimos dados

Os dados do mercado imobiliário na capital paulista apontam para uma recuperação do setor nos primeiros meses do ano até abril, conforme a pesquisa mais recente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP)

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade atingiram 1.802 unidades em abril, crescimento de 48,7% frente ao mesmo mês do ano passado. Nos últimos 12 meses até abril, as vendas totalizaram 27.319 unidades, aumento de 70,8% em comparação com os 12 meses anteriores.

Por sua vez, os lançamentos somaram 1.181 unidades em abril, alta de 11,6% na comparação anual. Nos últimos 12 meses, os lançamentos totalizaram 31.299 unidades, expansão de 53,5%.

O estoque de imóveis residenciais – considerando moradias na planta, em obras e recém-construídas – fechou o mês de abril em 18.313 unidades, um recuo de 18,7% em um ano.

O ritmo de comercialização de novas unidades no período de janeiro a abril deste ano foi o melhor resultado dos últimos cinco anos, ressalta Flavio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing da entidade.

“O resultado está relacionado, principalmente, ao bom desempenho de comercialização de imóveis econômicos. Porém, os produtos com maior valor agregado, destinados à classe média alta e alta, também começarem a influenciar o indicador”, acrescenta. (Circe Bonatelli)

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