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Indústria da Construção depende de solução sobre a Caixa para crescer, diz CBIC

Brasília, 01/02/2018 – Os empresários da construção civil esperam o fim do imbróglio sobre a capitalização da Caixa Econômica Federal para voltarem a ter crédito para tocar novos empreendimentos. O banco deve reter o lucro de 2017 para poder continuar emprestando em 2018, mas o setor reclama da demora em torno dessa solução.

“É muito difícil. Temos todas as condições para decolar e bombar neste ano, mas tudo continua parado no banco”, disse ao Broadcast o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

Com pouco espaço na relação entre o capital próprio e a alavancagem nos empréstimos concedidos, o Conselho de Administração da Caixa já aprovou a decisão de não repassar à União os dividendos referentes ao lucro do ano passado – valor que não foi ainda divulgado, pois depende da aprovação do balanço do banco.

“Não estamos falando apenas de janeiro, que ficou emperrado. O aperto na Caixa vem desde agosto do ano passado, quando o banco praticamente sentou em cima dos pedidos devido a essa dificuldade de capital”, acrescentou Martins.

Por isso, acrescentou ele, quase não houve contratações em 2017 na faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, já que as construtoras não conseguiram crédito para tocarem as obras das moradias. Hoje, o presidente Michel Temer disse em evento da própria Caixa que o programa não parou e prometeu a contratação de 600 mil a 700 mil unidades em 2018.

“O processo de seleção dos projetos só começou no fim do ano passado. Então, na prática, a meta de 2017 foi jogada para este ano. Para as demais faixas do programa, a procura da população também é enorme, mas a Caixa precisa resolver esse problema de capital”, repetiu o presidente da CBIC.

Mesmo com as dificuldades no programa habitacional do governo, Martins está otimista com a possível retomada dos projetos privados de construção de edifícios residenciais e comerciais em 2018, seguindo o ritmo de retomada da economia estimado para o ano.

Já a recuperação do segmento de obras de infraestrutura, reafirmou ele, depende da aprovação da Reforma da Previdência. “Está mais do que claro que o setor público não tem recursos para fazer esses investimentos. Mas os investidores privados – que estão loucos para aproveitar o mercado brasileiro – não irão embarcar em projetos sem a certeza de que o País estará equilibrado no futuro. Aprovar a Previdência agora reduz até mesmo os riscos eleitorais”, concluiu. (Eduardo Rodrigues)

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