Indústria de materiais de construção está indiferente sobre ações do governo

São Paulo, 27/09/2017 – Os empresários da indústria de materiais de construção do País estão indiferentes em suas perspectivas sobre medidas governamentais favoráveis ao setor nos próximos 12 meses. Segundo levantamento realizado em setembro, 96% dos empresários se consideram indiferentes ao tema, enquanto 4% afirmam estar pessimistas. Ninguém declarou estar otimista, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

Essa não é a primeira vez que o otimismo do setor zerou. Segundo a Abramat, isso também ocorreu em setembro, novembro e dezembro de 2015, além de janeiro e fevereiro de 2016, meses antes do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em relação à perspectiva de vendas no mercado interno em outubro, 65% dos empresários do setor disseram esperar um resultado regular, enquanto 31% projetam uma performance boa, e 4%, ruim.

“A leitura sobre ações do governo é fortemente influenciada pela baixa capacidade de investimento em todos os níveis de governo, além da piora nos financiamentos de moradias e no programa Minha Casa Minha Vida”, afirmou o presidente da Abramat, Walter Cover. “Sem ações de estímulo, com foco no investimento e no crédito, a indústria pode alcançar a estabilidade apenas no segundo semestre de 2018”, estimou.

Na avaliação do presidente da associação, o empresariado permanecesse receoso com a crise política e econômica, a falta de investimento em obras públicas, o financiamento dificultado, os juros ainda muito altos e o desemprego elevado, que prejudicam a indústria.

A pesquisa da Abramat também mostrou que, em setembro, 52% das indústrias de materiais afirmaram que pretendem investir nos próximos 12 meses. Houve queda em relação a agosto, quando esse patamar estava em 58%, e alta frente ao mesmo mês do ano passado, quando estava em 44%.

O nível de utilização da capacidade instalada em setembro atingiu 72%, na média das empresas. Esse patamar é maior que o de agosto e do mesmo mês do ano passado, meses que registraram 69%. (Circe Bonatelli – circe.bonatelli@estadao.com)

Fonte: Broadcast

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