Lançamentos da MRV voltam ao normal e companhia reitera meta para o ano

Lançamentos da MRV voltam ao normal e companhia reitera meta para o ano

São Paulo, 07/05/2018 – Após enfrentar gargalos nos lançamentos de novos projetos imobiliários no começo do ano, devido à demora na obtenção de licenças em algumas regiões, a MRV Engenharia já voltou ao seu ritmo normal e reitera a meta de lançar 50 mil unidades neste ano.

“O primeiro trimestre foi mais fraco, mas nada que nos tirasse da rota. Já vemos o segundo trimestre com lançamentos mais robustos. Voltamos à normalidade”, afirma o copresidente da incorporadora, Eduardo Fischer, em entrevista ao Broadcast.

O executivo avalia que, apesar de dias mais dispersos por conta da Copa do Mundo e das eleições presidenciais no segundo semestre, os lançamentos seguirão normalmente, pois o ambiente continua favorável para o mercado imobiliário voltado para a população de baixa e média-baixa renda, dentro do Minha Casa Minha Vida (MCMV).

“Nossos clientes não sentem esses efeitos (da Copa e das eleições)”, diz Fischer, citando demanda resiliente no setor. “As visitas nos estandes de vendas têm aumentado desde o ano passado. E encurtou o prazo para a tomada da decisão de compra. São sinais positivos”, aponta.

Segundo Fischer, a demanda continua sólida no segmento, apoiada em um fluxo estável do MCMV e na boa disponibilidade de financiamentos imobiliários a juros baratos, oriundos do FGTS, combinados com melhora do ambiente macroeconômico.

O executivo acrescenta que está satisfeito com o balanço do primeiro trimestre, que mostrou recorde de vendas, receita e lucro para o período. “O ano começou bem e estamos animados para 2018”, ressalta.

 

PPP da Habitação

Em relação aos próximos passos, o copresidente da MRV conta que a incorporadora tem interesse em participar da Parceria Público Privada (PPP) da Habitação em São Paulo, mas isso dependerá da análise do edital lançado pelo governo estadual e do esclarecimento de todas as dúvidas sobre o modelo de negócios.

“Estamos olhando a PPP, mas ainda não decidimos se vamos participar. É um modelo novo, com regras novas. Se entendermos que as regras são claras suficientes para mitigar os riscos, poderemos participar. É um processo que me interessa”, conta.

A PPP foi batizada de Nova Cidade Albor, e prevê a construção de 13,1 mil moradias numa área que abrange trechos dos municípios de Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba, na Região Metropolitana de São Paulo.

Se a MRV vier a participar do projeto, a incorporadora poderia replicar as mesmas tipologias de empreendimentos que já realiza dentro do MCMV, sem a necessidade de ajustar as operações. “Temos tipologias prontas para a região e poderíamos usá-las”, conta Fischer. (Circe Bonatellicirce.bonatelli@estadao.com)

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