Lançamentos e vendas de imóveis crescem quase 50% em São Paulo, no melhor resultado desde 2004

Lançamentos e vendas de imóveis crescem quase 50% em São Paulo, no melhor resultado desde 2004

O mercado imobiliário da capital paulista confirmou o movimento de recuperação iniciado há cerca de dois anos e encerrou 2019 com recorde de lançamentos e vendas, de acordo com pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). O levantamento considera apenas os imóveis residenciais novos.

Os lançamentos no ano passado cresceram 49,6% em comparação com o ano anterior, totalizando 55,5 mil unidades. As vendas subiram 49,5% no mesmo período, chegando a 44,7 mil unidades. Tanto os lançamentos quanto as vendas foram os maiores já registrados desde 2004 na capital paulista.

Em 2016, o mercado havia registrado o recorde de baixa, com menor volume de lançamentos e vendas da série histórica, em decorrência da crise econômica nacional.

“Saímos do fundo do poço em 2016, melhoramos em 2017, tivemos crescimento significativo em 2018 e chegamos a uma expansão também relevante em 2019”, disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Em termos de volume financeiro, os empreendimentos lançados em 2019 têm valor geral de vendas de R$ 27,9 bilhões em 2019, 46,8% mais do que em 2018. As vendas efetivadas movimentaram R$ 22,3 bilhões, crescimento de 43,8%.

A pesquisa mostrou que os empreendimentos do tipo ‘econômicos’, enquadrados no Minha Casa Minha Vida, puxaram a expansão do mercado na cidade de São Paulo nos últimos anos, representando 49,2% das unidades lançadas em 2019, ante 43,9% em 2018, 36,6% em 2017 e 18,5% em 2016.

O presidente do Secovi-SP, Basílio Jafet, afirmou que o crescimento do mercado imobiliário em 2019 resultou de uma combinação de queda nas taxas de juros, melhora ainda que lenta da geração de empregos e retomada da confiança dos consumidores.

“As condições da economia mudaram para o campo positivo”, disse. “As pessoas ficaram mais confiantes para fechar a compra do imóvel. Havia uma demanda reprimida na época da crise”.

Jafet acrescentou que a queda dos juros do financiamento imobiliário levou a uma redução em torno de 30% no valor das parcelas do financiamento. “Isso permitiu a aquisição da casa própria por muitas mais famílias.”

O presidente do Secovi-SP ponderou ainda que a base de comparação da pesquisa sobre lançamentos e vendas era fraca, o que levou a uma expansão porcentual mais robusta na passagem de 2018 para 2019 – em 2018, segundo Jafet, o volume de negócios ficou abaixo da média histórica.

Na passagem de 2019 para 2020, a base de comparação é mais alta, o que explica a projeção de uma desaceleração no ritmo de crescimento do mercado, disse Jafet – a expectativa é de crescimento em torno de 10% no volume geral de vendas.

Estoque alto – Com a euforia em torno de crescimento do mercado imobiliário na cidade de São Paulo e a retomada dos lançamentos pelas incorporadoras, o estoque de imóveis residenciais disparou. As unidades na planta, em obras e recém-construídas somavam 34 mil unidades no fim de 2019, montante 52,4% maior do que no mesmo período de 2018, quando estava em 22,3 mil.

O estoque também chegou a um patamar 79,6% acima da média histórica na capital paulista, que é de 18,9 mil unidades.

Do total do estoque, 58,8% correspondia a imóveis na planta, enquanto 37,5% estão em fase de obras. Apenas 3,7% são apartamentos prontos – que geram gastos de condomínio e manutenção para as construtoras.

“A oferta final de imóveis atingiu um pico, de fato. Mas nunca tivemos um trimestre com tantos lançamentos quanto no fim de 2019”, disse o economista Celso Petrucci. “Essa oferta não nos preocupa. Grande parte ainda está na planta ou em fase de construção. São poucos os imóveis prontos. O mercado está muito mais saudável do que anos atrás.”

Ele afirmou ainda que a velocidade de vendas na capital paulista está em 57,9%. O indicador mostra que foram vendidas 57,9% de todas as unidades disponíveis no mercado nos últimos 12 meses. A velocidade é superior que a dos últimos cinco anos, quando ficou abaixo de 50%. (Circe Bonatelli, da Agência Estado)

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