Mercado imobiliário de São Paulo cresce, e as vendas podem ficar acima do previsto no ano

Mercado imobiliário de São Paulo cresce, e as vendas podem ficar acima do previsto no ano

São Paulo, 11/07/2019 – Diante da recuperação contínua do mercado imobiliário na cidade de São Paulo, o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) já considera elevar sua projeção para o desempenho do setor no ano.  “Ainda é cedo para afirmar. Mas se o mercado continuar como está, pode crescer em torno de 5% a 10% em vendas”, afirmou o economista-chefe da instituição, Celso Petrucci, em entrevista.

No começo do ano, o Secovi previa estabilidade nos lançamentos e nas vendas em 2019 em comparação com 2018, um ano que já havia mostrado um crescimento consistente do mercado. Mas os números até aqui reforçaram o otimismo. As vendas e os lançamentos de imóveis residenciais em maio chegaram ao nível mais alto para o mês em seis anos, de acordo com pesquisa do sindicato.

 

As vendas de apartamentos chegaram a 3.100 unidades em maio, montante 43,7% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas totalizaram 32.642 unidades, aumento de 19,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.  Já os lançamentos atingiram 2.594 unidades em maio, 50,7% acima do apurado no mesmo mês do ano passado. Em 12 meses, os lançamentos somaram 40.514 unidades, alta de 32%. A cidade de São Paulo encerrou o mês de maio com 20.303 apartamentos no estoque, considerando unidades prontas, em obras e na planta, alta de 16,5% em um ano.

 

O economista-chefe do Secovi lembrou que a retomada dos lançamentos e das vendas na capital paulista teve início no quarto trimestre de 2017. “Estamos entrando no sétimo trimestre consecutivo de recuperação”, destaca. Para Petrucci, o crescimento das atividades mostra que havia uma demanda reprimida por imóveis durante a crise, e só agora compradores e empresas têm mostrado mais confiança para fecharem negócios.

 

O levantamento mostrou que os apartamentos de médio e alto padrão responderam por 76% dos lançamentos e 62% das vendas nos primeiros cinco meses do ano em São Paulo. Já nos anos anteriores, o Minha Casa Minha Vida (MCMV) era o principal motor do mercado. A maior estabilidade econômica do País, associada à queda das taxas de juros do crédito imobiliário, também têm ajudado, segundo Petrucci. “Com a Selic em queda, os juros do financiamento têm a tendência de cair mais”, estimou. (Circe Bonatelli)

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