Mercado imobiliário está pronto para crescer de modo sustentável, avaliam empresários

Mercado imobiliário está pronto para crescer de modo sustentável, avaliam empresários

São Paulo, 25/09/2019 – O mercado imobiliário voltou a reunir condições para um crescimento sustentável e de longo prazo, de acordo com avaliação de profissionais do setor que participaram de debate durante o evento Conecta Imobi. O suporte para esse avanço vem de um conjunto de fatores, disseram, como a superação da insegurança jurídicas com a promulgação da lei dos distratos, a ampliação das fontes de financiamento, e a retomada do crescimento econômico do País, ainda que em ritmo lento.

“Esses fatores estão fazendo muitas pessoas anteciparem suas compras de imóveis no segmento de médio e alto padrão. Já na baixa renda, dentro do Minha Casa Minha Vida, o mercado nunca parou”, disse o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França. O executivo explicou que se a taxa de juros do financiamento imobiliário permanecer abaixo de dois dígitos no longo prazo, como o cenário macroeconômico indica, as parcelas continuarão menores, com maior acesso de consumidores ao mercado. A expectativa, segundo França, é de aumento da demanda à medida em que o desemprego diminua.

Por sua vez, Wilson Amaral, presidente da Pacaembu Construtora, que atua em cerca de 50 cidades no interior paulista, destacou o lançamento pela Caixa Econômica Federal da nova linha de crédito indexada ao IPCA. Amaral observou que a nova linha vai permitir que os bancos façam a securitização da carteira no mercado de capitais e levantem mais recursos para fomentar mais empréstimos a juros menores. “Essa linha abre uma avenida de crescimento para o setor, independentemente das linhas de crédito direcionado”, disse. “Vamos ver algo transformacional no mercado imobiliário”, emendou.

O advogado e coordenador jurídico do Secovi Marcelo Terra relembrou que um marco importante para o setor foi a promulgação da lei dos distratos promulgada no fim de 2018. A medida estabeleceu multa de até 50% do valor pago por consumidores no caso de cancelamento de uma compra de imóvel na planta, o que inibiu a ocorrência de desistências. “A lei do distrato é fundamental”, afirmou Terra. “O magistrado, ao julgar, vai considerar os princípios da nova lei e pode até aplicar o mesmo valor de multa ainda que para contratos antigos, citou o advogado, referindo-se à redução da insegurança para empreendedores.

O secretário estadual da Habitação de São Paulo, Flávio Amary, avaliou que o setor está no caminho certo para voltar a crescer. Da sua parte, disse estar empenhado a reduzir burocracia no processo de licenciamento de novos projetos no Estado. E anunciou que o governo lançará hoje um novo programa habitacional, que prevê investimentos de R$ 1 bilhão para construção de 60 mil moradias até 2022. (Circe Bonatelli, da Agência Estado)

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