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Minha Casa, Minha Vida fica mais ‘pró-mercado’ em 2018 e agrada empresários

São Paulo, 08/02/2018 – O planejamento do Minha Casa Minha Vida (MCMV) para 2018 aumentará a atratividade do programa habitacional para as empresas de construção e incorporação imobiliária, de acordo com avaliação de empresários do setor. Isso porque a meta de contratações para este ano ampliou a ênfase nas faixas que não dependem de subsídios públicos e são comercializadas para uma população com maior poder aquisitivo.

A meta de contratações anunciada hoje pelo Ministério das Cidades é de 650 mil unidades para 2018, alta de 6,5% perante as 610 mil de 2017.

Na faixa 1, porém, a meta caiu de 170 mil para 130 mil, um recuo de 23,5%. Este segmento reserva moradias para a população mais pobre, com renda mensal de até R$ 1,8 mil, e requer subsídios do Tesouro Nacional para cobrir até 90% do valor do imóvel.

Em contrapartida, subiu de 400 mil para 450 mil (alta de 12,5%) a meta conjunta para as faixas 2 e 3, voltadas para famílias com renda de até R$ 4,0 mil e R$ 9,0 mil, respectivamente. Essas unidades são comercializadas com regras de mercado, contando apenas com juros mais baixos devido ao financiamento com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Proporcionalmente, o maior crescimento do programa ocorrerá nas contratações da faixa 1,5, que subirá de 40 mil para 70 mil, um salto de 75%. Esta faixa mescla recursos públicos e, principalmente, do FGTS. Ele atende famílias com renda de até R$ 2,6 mil, e conta com subsídio de até R$ 45 mil, sendo que até 10% disso sai do Tesouro e os 90% restantes, do fundo.

O vice-presidente de Habitação do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), Ronaldo Cury, considerou bastante positivo o planejamento anunciado pelo Ministério das Cidades.

“A meta é responsável e coerente com o orçamento disponível do governo”, avaliou Cury, lembrando que o ajuste fiscal limitou as disponibilidades dos cofres públicos para os subsídios. “E tem muito apetite das empresas para lançar novos projetos nas faixas 2 e 3”, acrescentou. Cury, que também é diretor da construtora homônima, afirmou que a companhia está otimista com o cenário econômico de 2018 e planeja manter ou até ampliar os lançamentos dentro do programa habitacional neste ano.

O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, disse que o anúncio das projeções do MCMV surpreenderam positivamente o mercado. “O programa está bem adequado, com um dimensionamento correto”, avaliou.

Em 2017, o governo contratou cerca 450 mil das 610 mil unidades prometidas. O principal gargalo foi a faixa 1, que não avançou devido à falta de recursos do Tesouro, às mudanças no modelo de seleção dos empreendimentos e às turbulências políticas que aumentaram a desconfiança das empresas. “No ano passado, não se atingiu o previsto na faixa 1. Portanto, as novas metas fazem mais sentido”, observou o presidente da Abrainc. (Circe Bonatellicirce.bonatelli@estadao.com)

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1 Comentário

  1. E para o mercado de imóveis de terceiros, essa faixa está totalmente desestimulada e esquecida pelo governo, pois não gera empregos e renda, porém é muito importante para o mercado, pois atende a necessidade de compra de muitos e a necessidade de venda, por diversos motivos e razões, creio tem que ser lembrada e tem que ser destinada uma linha de crédito e regras bem definidas para este importante setor

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