A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) adiou de 27 de março para 27 de novembro o

Momento é de transformação e crescimento para o mercado imobiliário

São Paulo, 16/04/2019 – Diante das transformações enfrentadas pelo mercado imobiliário nos anos recentes, Alexandre Frankel, CEO da Vitacon, diz não ter dúvida que o setor vai crescer neste ano. “Não temos de ter dúvida. O mercado passou por uma enorme transformação desde o início da crise econômica, em 2016. Mudaram os hábitos de consumo, a nossa forma de se relacionar com o e-commerce, com meios de pagamentos, hoje temos motoristas por aplicativo. Isso abre caminho para novos tipos de transações”, avalia.

Como exemplo, Frankel conta que atualmente a Vitacon está negociando com uma multinacional de sabão em pó que tem interesse em fornecer seu produto para clientes de empreendimentos lançados pela construtora. “Quando poderíamos imaginar esse tipo de relação no setor imobiliário”, pergunta.

 

Elie Horn, fundador e presidente do Conselho de Administração da Cyrela e um dos empresários mais experientes do setor, concorda. “O momento é ideal para investir e recuperar as perdas dos últimos anos. O País está indo bem, as perspectivas econômicas são positivas e temos um governo disposto a fazer mudanças”.

 

Arquiteturas abertas

Dentro dessa perspectiva, Frankel diz enxergar seus edifícios como um hardware, cujo sistema pode ser atualizando a qualquer momento. “Acredito muito em arquiteturas abertas para que os aplicativos simplesmente ‘se encaixem’ em nossos empreendimentos”.

 

Na busca por inovação, Wilson Amaral, CEO da Pacaembu Construtora, acredita que é preciso criar um departamento a parte, sem a interferência dos gestores. “Estamos acostumados a fazer um trabalho planejado e errar é proibido e mal visto. Muito controle sobre a área de inovação não funciona”.

 

Nesse ponto Frankel discorda e diz que a inovação precisa estar no DNA da empresa. Em tom de brincadeira, Amaral retrucou que o colega diz isso por ser ‘a inovação em pessoa’. Rindo, Frankel sugeriu que as duas empresas deveriam trabalhar em um projeto piloto.

 

Habitação popular

Com relação a soluções que contribuam para reduzir o enorme déficit habitacional do país, Amaral apontou que a grande questão é o funding: como financiar esses projetos. “Quem investiu precisa ser remunerado”.

 

O executivo pondera que os juros estão baixando e que se a inflação continuar controlada essas taxas tendem a convergir, mas não estamos prontos para isso ainda. “No futuro da solução para o segmento de baixa renda será um híbrido de casa própria com locação”, conclui.

 

Frankel, Horn e Amaral participaram nesta tarde do painel “Compartilhando experiências”, no Summit Imobiliário Brasil 2019, promovido pelo jornal O Estado de São Paulo, em parceria com o Secovi-SP, em São Paulo. (Contato: fabiana.holtz@estadao.com)

Fonte: Broadcast

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