Empresas e Setores – MRV/FISCHER: Estamos mirando crescimento em 2017 e 2018

13/07/2017 – A incorporadora MRV Engenharia, maior operadora do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), prevê manutenção da trajetória de crescimento ao longo de, no mínimo, os anos de 2017 e 2018. A companhia continua perseguindo a meta de atingir um ciclo composto por 60 mil unidades anuais considerando lançamentos, vendas, construção e entrega dos imóveis. Atualmente, esse patamar está em torno de 40 mil unidades.

“Nós estamos mirando crescimento em 2017 e 2018, pensando na nossa meta”, afirmou o copresidente da MRV, Eduardo Fischer, em entrevista ao Broadcast, ponderando que a meta permanece sem um prazo definido para ser alcançada. “A demanda por imóveis é forte e o funding, equilibrado. Temos banco de terrenos e novos produtos em oferta. Então, a consequência é seguir em crescimento. A operação está funcionando bem”, avaliou.

Fischer afirmou ainda que a demanda por imóveis populares continua forte, impulsionada pelas novas regras do MCMV e pela boa oferta de financiamento oriundo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com taxas mais baixas que as praticadas no mercado.

Segundo o executivo, o fundo ainda tem recursos necessários para financiar a habitação, mesmo após a liberação de saques das contas inativas. “O FGTS foi drenado. Mas, para o atual tamanho do mercado imobiliário, ele tem sido suficiente. O que não pode acontecer é continuação da drenagem”, disse, acrescentando que não há previsão de novas ações do governo federal com dinheiro do FGTS.

O copresidente da MRV acrescentou que a companhia seguirá em busca de terrenos para dar suporte à estratégia de crescimento, assim como para aproveitar a possibilidade de adquirir terras para futuros projetos a preços mais baixos, devido ao ambiente de crise. “A tendência é manter o ritmo de compra de terrenos”, afirmou.

Apesar disso, ele afastou a possibilidade de queima de caixa, já que o ciclo de repasse dos clientes para os bancos segue normalmente. “A expectativa é de continuar gerando caixa desse patamar para cima”.

Questionado sobre o ambiente macroeconômico, Fischer admitiu que a crise política detonada em maio com as delações da cúpula da JBS trouxe muitas incertezas para a atividade empresarial. Ainda assim, elogiou a capacidade do governo federal em aprovar a reforma trabalhista, que, na sua avaliação, trará mais segurança jurídica para empreendedores do setor da construção civil.

Ele estimou que os processos judiciais devem diminuir no médio prazo, mas ponderou que a estimativa ainda é incerta, pois seria preciso observar como os juízes trabalhistas vão se comportar frente às novas regras.

(Circe Bonatelli – circe.bonatelli@estadao.com)

Fonte: Broadcast

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