Mercado imobiliário está pronto para crescer de modo sustentável, avaliam empresários

MRV espera ampliar lançamentos e vendas nesse ano

São Paulo, 15/01/2019 – Após fechar 2018 com alta dos lançamentos e das vendas, a MRV Engenharia – maior construtora residencial do Brasil – reiterou a expectativa de manter a trajetória de expansão dos negócios em 2019. A perspectiva positiva reflete a melhora do cenário macroeconômico, a composição de um banco de terrenos com um grande volume de projetos já aprovados e a melhora na disponibilidade de financiamentos para o mercado imobiliário.

“Estamos bem animados, entrando em 2019 com o otimismo e o pé direito. Temos condições de entregar ainda mais crescimento neste ano”, afirmou o copresidente da incorporadora, Eduardo Fischer, em entrevista.

 

Embora a companhia tenha optado por não divulgar meta formal de lançamentos, Fischer disse que será natural atingir, em um futuro próximo, o patamar de produção anual de 50 mil imóveis.

 

“A marca de 50 mil vai ser atingida logo, sem dúvida, pois já estamos rodando perto disso. Mas isso não é uma meta”, pontuou. No ano passado, os lançamentos foram de 41,2 mil unidades; as vendas brutas, de 41,9 mil unidades; e as obras concluídas, de 35,6 mil unidades.

 

Fischer afirmou ainda que, à medida que a operação crescer, também são esperadas altas de geração de caixa e receita. “E com o endividamento baixo, esperamos distribuição de dividendos forte”, emendou.

 

O copresidente da MRV destacou que a incorporadora conta com um banco de terrenos com potencial de desenvolver empreendimentos avaliados em R$ 50 bilhões, dos quais R$ 3,6 bilhões (25 mil unidades) já estão aprovados e prontos para lançamentos. “Estamos com landbank bem construído para dar suporte ao crescimento”, disse.

 

O executivo observou também que o crédito imobiliário está mais estável após ser marcado por incertezas sobre a disponibilidade de recursos para financiar a compra e a construção de moradias ao longo do ano passado. “O cenário de funding melhorou muito no Brasil”.

 

Fischer salientou que as recentes alterações no FGTS foram positivas, pois balancearam a oferta de subsídios entre as diferentes faixas do Minha Casa Minha Vida (MCMV), antes concentradas na faixa 1,5.

 

Além disso, avaliou que a melhora da captação líquida da poupança garantirá crédito suficiente para abastecer o financiamento de projetos voltados para a classe média – segmento em que a MRV voltou a atuar desde o ano passado.

 

A previsão é que os lançamentos para a classe média respondam por cerca de 25% dos lançamentos daqui dois ou três anos, ante 5% no ano passado. Há projetos deste segmento previstos para São Paulo, Campinas, Curitiba e Porto Alegre nos próximos meses. O primeiro empreendimento desse tipo, lançado em Salvador no quarto trimestre, 80% de vendas no lançamento. (Circe Bonatelli – circe.bonatelli@estadao.com)

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