MRV espera ganhar participação de mercado com mudança no FGTS

São Paulo, 24/08/2017 – A MRV Engenharia divulgou documento com seus entendimentos em relação às recentes notícias e discussões sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), entre elas o maior rigor na liberação de recursos, que na sua avaliação deve trazer maior eficiência na gestão dos recursos, cenário que deve beneficiar a empresa e ajudá-la a ganhar participação no mercado.

Em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que os saques das contas inativas do FGTS afetaram as disponibilidades do fundo. “A queda de 2017 para 2018 é a maior da história, e em junho o valor disponível já estava em R$ 109 bilhões”, ressalta. A empresa informa, entretanto, que mesmo neste cenário adverso o FGTS consegue manter o seu fluxo de desembolso e de contratações conforme programado na resolução nº 825 de outubro/2016.

A MRV explica que dada a redução das disponibilidades, o fundo sentiu a necessidade de otimizar seus recursos, priorizando empreendimentos que atendam algumas necessidades, como a qualidade dos empreendimentos, garantida do pagamento de impostos, suporte ao cliente e emprego formal. Nesse quesito, a MRV vislumbra a possibilidade de aumento de share no mercado já que teria vantagem na disputa de recursos.

Para a empresa, com o Brasil entrando em uma rota positiva e mais acelerada de retomada da economia e crescimento do emprego, o cenário fica ainda mais favorável, retirando qualquer dúvida sobre a sustentabilidade do fundo. “Com isso há espaço para crescimento do programa MCMV nos próximos anos”, afirma. “A MRV prefere uma constância equilibrada em detrimento a um crescimento não sustentável”, diz.

A empresa afirma ainda que mesmo com um cenário adverso em 2017, o FGTS é perfeitamente capaz de manter o nível de subsídios entre R$ 9 bilhões e R$ 10,2 bilhões até 2020, conforme consta no orçamento.

A MRV ressalta, no entanto, que a queda da Selic significa menor volume de subsídios. “É um quadro positivo para a economia e para o funding do setor como um todo”, diz. A empresa destaca que o seus clientes utilizam em média R$ 9,07 mil em subsídios, portanto, em uma hipotética extinção dos mesmos, o impacto para a empresa não seria robusto. Na visão da empresa, a faixa mais vulnerável é a 1,5, pelo consumo de subsídios.

Sobre a distribuição de lucros do FGTS, a MRV avalia que a medida tem baixo impacto na disponibilidade do fundo.

A empresa cita ainda a instrução normativa número 32, que elevou em R$ 1,2 bilhão o orçamento para habitação e estabeleceu um cronograma para a execução mensal de 100% do mesmo até dezembro de 2017. Sobre o tema a empresa destaca maior previsibilidade e segurança nas contratações. Segundo a construtora serão R$ 29,19 bilhões a realizar até o final do ano, sendo 7,50% em agosto, 8% em setembro, 7,5% em outubro e 8% em novembro e 9% em dezembro. (Beth Moreira)

Fonte: Broadcast

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