O que é a Taxa Selic e como ela influencia na compra de um imóvel?

O que é a Taxa Selic e como ela influencia na compra de um imóvel?

Jornais, artigos e vídeos sobre economia citam esse índice com muita frequência. Os investidores do setor financeiro o acompanham com expectativa esperando uma média favorável para novos investimentos. Já o mercado imobiliário registra o aumento ou a diminuição das vendas de acordo com o “comportamento” dessa alíquota. De quem estamos falando? Da importante taxa Selic.

Por que ela tem um impacto tão profundo na economia nacional? Como é mensurada? Que influência exerce no mercado imobiliário? Qual é o patamar ideal da tarifa para a realização da compra de um imóvel? Descubra as respostas nos tópicos seguintes.

Como a taxa Selic é mensurada?

A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é o índice básico dos juros da economia que regula todos os percentuais de juros do país, como: os empréstimos, as aplicações financeiras e os financiamentos. Em outras palavras, ela é a principal ferramenta da política monetária utilizada pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação.

Mas como o percentual desse encargo é determinado? Para entender a variação da Selic é importante descobrir que parâmetros são utilizados para a realização do seu cálculo. O principal deles é o overnight que se refere à média de operações financeiras feitas pelas instituições bancárias no decorrer de um curto período, normalmente um dia.

Todas essas atividades são registradas. Então, é feita a sua média diária levando em consideração as variações anuais dessas operações dentro de 252 dias úteis. Diante dos resultados, o Comitê de Política Monetária (Copom) estipula a meta e determina o valor da taxa Selic. Isso acontece 8 vezes por ano ou a cada 45 dias.

A partir desse ponto, o Banco Central trabalha para que a meta divulgada pelo Copom seja respeitada. Embora haja pequenas variações durante um dia, o BC realiza ações como intervir, injetar ou retirar dólar do mercado, para que a Selic se aproxime ao máximo da meta oficial.

De que forma esse índice influencia o mercado imobiliário?

Em resumo, quando o Banco Central altera esse índice, a rentabilidade e os custos de captação dos títulos negociados entre os bancos também se modificam. Diante disso, surgem dois cenários que influenciam o mercado imobiliário. O primeiro é quando esse índice oficial sobe, encarecendo as operações bancárias.

Essa oscilação imediatamente é repassada para o consumidor que percebe a elevação dos juros cobrados nos empréstimos e nos financiamentos. Sendo assim, acontece a desaceleração do consumo. Pois, de um lado os bancos ficam receosos de emprestar dinheiro, do outro lado, os consumidores permanecem assustados com os juros e adiam a compra de um imóvel.

Foi essa a realidade vivida pelos brasileiros durante a recente crise econômica do país. Todos viram a taxa Selic se elevar e levar consigo os juros dos financiamentos, tornando difícil a aquisição de crédito junto aos bancos. Em consequência disso, os preços dos imóveis despencaram, os lançamentos imobiliários ficaram “encalhados” e muitos consumidores endividados tiveram que devolver os seus imóveis.

Quem saiu ganhando foram os compradores e investidores que tinham capital para comprar um imóvel à vista, visto que as construtoras e incorporadoras faziam ofertas vantajosas para vender com rapidez as suas unidades.

Já o segundo cenário envolve a queda do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. Esse comportamento renova o “fôlego” e o otimismo nas instituições bancárias que começam a avolumar as suas negociações. Logo, os compradores conseguem financiamentos com juros menores e se sentem confiantes para adquirir seus imóveis.

Por outro lado, a quantidade de lançamentos imobiliários também cresce e a flexibilidade nas negociações atrai compradores e investidores. Atualmente, aos poucos, a economia nacional permite o retorno dessa realidade que foi vivenciada antes da crise financeira. A prova disso é a queda regular da taxa Selic observada nos últimos meses.

Qual é o momento certo para comprar um imóvel?

Essa pergunta dá margem para muita reflexão. Porém, a resposta depende muito da consideração de alguns fatores importantes. Vejamos quais são eles.

Pesquise a economia nacional

Um aspecto importante para avaliar a hora certa para comprar um imóvel é o comportamento da economia nacional. Como dito, a baixa da Selic aponta para um cenário econômico favorável, normalmente, com juros menores, preços estáveis, boa oferta de imóveis e proprietários dispostos a negociar.

No entanto, a decisão de compra não deve se basear em uma “janela de oportunidade”. Como assim? Embora os índices do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia estejam em parâmetros desejáveis, outros fatores da economia podem prejudicar o sonho da casa própria. Por exemplo, o índice de desemprego e o percentual de aumento salarial.

Quando esses números são positivos ou demonstram uma elevação mesmo que pequena, mas constante, abre-se um “sinal verde” para os compradores. Do contrário, a aquisição de uma dívida de financiamento a longo prazo pode ser algo arriscado.

Veja o comportamento do mercado imobiliário

Como dito, o mercado imobiliário reflete o estado da economia nacional. Porém, mesmo em condições favoráveis, o comprador fará bem em analisar o comportamento do setor de imóveis. Por exemplo, alguns tipos de imóveis podem ficar mais caros em um determinado período enquanto outros reduzem o preço.

Normalmente, os imóveis comprados na planta são mais baratos, permitem um melhor planejamento financeiro e apresentam um modelo de pagamento mais flexível. Outro aspecto muito comum é o valor de uma unidade ser mais caro no período do lançamento de um empreendimento. Contudo, os preços podem baixar nos meses seguintes, favorecendo uma negociação que caiba no “bolso” do comprador.

Considere o seu orçamento

Mesmo em um momento economicamente favorável, é necessária cautela do comprador. Em especial aqueles que desejam adquirir um financiamento de longo prazo. Esse grupo precisa planejar o futuro, pois a vida financeira pessoal pode mudar de uma hora para a outra.

Por isso, seria sábio reservar todo mês uma parte do salário em uma poupança ou aplicá-lo em um fundo de investimentos. Sendo assim, é possível dar um bom valor de entrada no imóvel reduzindo os juros e as parcelas do financiamento. Após adquirir o crédito, pode-se continuar poupando, para lá na frente abater boa parte da dívida restante.

Em contrapartida, alguns indivíduos fazem aplicações regulares em fundos imobiliários e utilizam os rendimentos para pagar as parcelas do financiamento. Seja qual for a estratégia, o melhor a fazer é não depender exclusivamente do salário mensal para quitar essa dívida de longo prazo, mas ter um fundo de emergência para situações adversas.

Sendo assim, para realizar uma boa negociação, o comprador precisa ficar de olho nas oscilações da economia nacional, especialmente da taxa Selic, e no comportamento do mercado imobiliário. Sem dúvida, uma pesquisa profunda acompanhada de reflexões leva a uma decisão inteligente. E a consequência disso é a compra do imóvel dos sonhos.

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1 Comentário

  1. muito bem orientado sempre …gosto e sempre tenho dado muita atenção as orientações

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