Planejamento é palavra-chave para comprar imóvel

Planejamento é palavra-chave para comprar imóvel

Sabemos que é essencial fazer um bom planejamento para comprar imóvel, considerando o alto investimento e os riscos desse tipo de negócio.

Logo, por ser um bem durável e de valor elevado, é extremamente necessário se preparar, financeiramente, com antecedência, e analisar a fundo todas as opções, antes de optar pela aquisição.

Assim, o primeiro passo ao investir o seu dinheiro em uma propriedade é reconhecer o momento propício para se realizar a compra. O cenário atual, afirmam especialistas, pode ser favorável — a demanda é maior que a oferta.

Isso possibilita ao consumidor mais condições de negociar preços e formas de pagamento. Neste post, vamos falar sobre a importância do planejamento para comprar um imóvel e ter sucesso na negociação. Continue lendo e veja dicas do que observar na fase de preparação para o investimento!

Por que o planejamento para compra de um imóvel é tão importante?

O investimento de longo prazo, bem como as oscilações do mercado e do poder aquisitivo da população, são motivos de sobra para planejar bem a compra de um imóvel. Obviamente, os riscos sempre existem em qualquer aquisição financiada, entretanto, no ramo imobiliário eles podem ser ainda maiores. Embora a Selic, taxa básica de financiamento, esteja favorável, desde 2020, é preciso considerar o aumento no preço dos imóveis.

O destino do segmento ainda é incerto, mas, é fato que o consumidor não pode ficar parado à espera de melhorias em um país com tantas variações. Logo, o planejamento é o melhor caminho para quem deseja adquirir um bem. Sendo assim, é importante conferir as taxas de juros e as condições de financiamento, além de encontrar o momento ideal para bater o martelo.

Estabelecido o momento adequado, é hora de organizar o orçamento para a compra. Não há receita de bolo que define como cada consumidor deve se comportar diante da dívida, mas a regra “50, 35, 15” é padrão entre os economistas.

Segundo o professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Agostinho Pascalicchio, do que a pessoa ganha, 50% é para as despesas usuais, 35% é para as despesas imprevistas e 15% para saldar dívidas passadas ou realizar poupança. Destes 15%, normalmente, recomendamos 10% de reserva de curto prazo e 5% de reserva de longo prazo, que é onde entram os recursos para um imóvel, por exemplo.

O que avaliar ao planejar um investimento imobiliário?

Os objetivos de compra de um imóvel são diversos: ter a casa própria, sair da casa dos pais, investimento garantido, entre outros. Mas, em todos eles, é preciso planejamento, para evitar problemas no futuro. Para isso, é imprescindível considerar alguns fatores importantes, antes de concluir o negócio. Confira, a seguir.

Pesquisar sobre o imóvel que deseja comprar

A forte disponibilidade de imóveis para venda, nos últimos tempos, obriga o consumidor a pesquisar bastante o imóvel, antes de efetivar a compra. Leve em consideração o que você deseja para saber se cabe no seu bolso. É preciso considerar a valorização do imóvel no presente e no futuro, para que seja um investimento seguro e rentável. Se possível, não tenha pressa para tomar esse tipo de decisão, afinal, estamos falando de um bem durável.

Defina, por exemplo, se a aquisição será de uma casa ou de um apartamento. Afinal, os valores diferem muito entre um e outro, sendo a casa no geral, mais dispendiosa do que o apartamento. Imóveis na planta ou em condomínios fechados também variam de preço, para mais ou para menos, dependendo da localização, do tempo de construção e das condições e prazos de pagamento.

Realizar planejamento financeiro

Observar as suas necessidades, as expectativas e comparar com os recursos financeiros disponíveis fará toda a diferença no seu planejamento. Segundo Fábio Macedo, diretor comercial da Easynvest, muitas pessoas não conseguem se planejar pois não sabem quanto ganham e, principalmente, quanto gastam.

“Uma vez que você identifica seus maiores gastos, fica fácil definir onde pode, eventualmente, cortar custos.”

Assim, ter um controle efetivo dos ganhos e despesas mensais é essencial, e planilhas e aplicativos podem ser aliados nesse objetivo. Em muitos casos, quem deseja adquirir um imóvel precisa cortar gastos supérfluos, refazer as contas e juntar o máximo de dinheiro para a entrada, bem como para possíveis despesas não previstas — são sacrifícios que valem a pena, quando as chaves estiverem em suas mãos.

Os pequenos e “invisíveis” gastos são responsáveis por consumir boa parte da nossa renda. Você perceberá que, ao deixar de gastar com fast foods, entretenimento em excesso ou itens desnecessários, por exemplo, poupará uma relevante quantia ao final de um período.

Guardar o dinheiro por um tempo pode ser vantajoso, devido aos juros mais baixos para um financiamento com percentual maior de entrada, deixando a menor parte para o parcelamento sobre o total do imóvel. Afinal, quanto mais você poupar, mais perto ficará de realizar o sonho, reduzindo, inclusive, o número de parcelas do financiamento imobiliário.

Ele possui uma das taxas mais baixas do mercado. Porém, para obtê-lo, é necessário atender aos requisitos determinados por cada banco e financiar, via de regra, pelo menos de 20% a 30% do valor patrimonial do bem. (Jéssica Díez Corrêa, especial para O Estado).

Encontrar formas de fazer seu dinheiro render

É fundamental definir a quantia mensal a ser poupada, e o passo seguinte é analisar a melhor aplicação para guardar o montante. O ideal é recorrer à poupança ou aplicações mais ousadas, porém, seguras e rentáveis, para fazer esse dinheiro render, enquanto espera a destinação adequada.

Para aplicações de curto prazo, segundo Macedo, são indicados o Tesouro Prefixado, o Tesouro Selic, CDB com liquidez diária, fundos de investimento de baixo risco e fundos DI. Pensando no médio e longo prazos, a gama de produtos aumenta. Tesouro com títulos lastreados ao IPCA, fundos multimercados, fundos de renda variável e, dependendo do perfil do investidor, até o mercado de ações pode ser opção.

Além disso, investimentos não convencionais também são alternativas. O tipo de investimento adequado para cada um é determinado pelo tempo que a pessoa está disposta a esperar para ter as chaves do imóvel em mãos. Quanto mais longo o prazo, melhores as taxas.

“Se a pessoa vai usar o dinheiro em curto prazo, o conselho é fazer investimentos menos arriscados e com liquidez maior. Se a pessoa vai usar em médio e longo prazos, ela pode ter produtos que tragam um pouquinho mais de risco. Não vai ter liquidez imediata, mas a vantagem é a rentabilidade mais alta”, diz Macedo.

Entender quais são os gastos envolvidos na compra de um imóvel

Um questionamento recorrente na hora da compra é saber se sai mais barato adquirir o imóvel à vista ou por financiamento. Os especialistas convergem na resposta: pagam menos aqueles que pagam em uma só parcela. “A entrada ideal é a de 100%”, brinca o professor de finanças da PUC-SP e da FGV, Fábio Gallo. São muitos os gastos envolvidos na aquisição de um imóvel, logo, você deve colocar tudo em análise para não errar no modo de investimento.

“Quem tem condições de fazer à vista, faz o melhor negócio”. Segundo Pascalicchio, o preço total do bem pode diminuir em até 30% nessa modalidade de aquisição. Como a alternativa não condiz com a realidade de muitos brasileiros, a sugestão é dar o maior valor possível no ato da compra.

“O quanto a pessoa vai conseguir antecipar é muito importante. O tamanho da entrada regula se o negócio vai ser bom ou ruim”, afirma o professor de economia da FGV – Fundação Getúlio Vargas, Arthur Igreja. No geral, os gastos envolvem taxas diversas como as de transferências, assim como as referentes a encargos bancários e impostos, documentação, alguma manutenção, em caso de imóvel usado, IPTU, seguro, condomínio, entre outros.

Como não é possível dimensionar essas despesas antes de escolher um imóvel e submeter à análise de financiamento, o recomendável é já se planejar com uma reserva financeira, para cobertura de possíveis extras. Lembre-se de que, além das despesas com a aquisição do imóvel, seu orçamento precisa ser suficiente para arcar com as despesas fixas da vida.

É importante ter condições de assumir uma nova dívida em conjunto com as existentes — alimentação, vestuário, entretenimento e veículo, por exemplo. Se você perceber que mais da metade da sua renda estará comprometida, reconsidere o planejamento. Afinal de contas, não vale a pena abalar a sua estrutura financeira, correr o risco de não conseguir honrar os compromissos e ainda ter que desfazer o negócio.

Na primeira etapa do planejamento para comprar imóvel, que é encontrar o bem ideal e de acordo com seus propósitos, você pode contar com a ajuda de uma empresa especializada no segmento: o Moving Imóveis — um portal imobiliário em que você pode encontrar todos os tipos de imóveis para a compra, dentro do seu perfil desejado.

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