Prédios antigos se modernizam para manter valorização

São Paulo, 26/11/2017 – Quando se trata de prédios antigos, não é apenas o número de apartamentos que interfere na taxa mensal. É comum encontrar nesse tipo de condomínio funcionários que estão ali há anos, o que acaba aumentando a despesa com pessoal, por causa dos salários maiores. Além, é claro, dos custos elevados com a manutenção e troca de aparelhos obsoletos.

Daniela Neri, que vive em um edifício de 1976, conta que as obras de reparo foram frequentes nos últimos tempos. “A cada dois meses, a gente tinha algum problema com o portão ou com o elevador.”

Os moradores decidiram, então, trocar a administração e fazer uma reparação completa. Reformaram a portaria e os sistemas elétrico e hidráulico e modernizaram o elevador.

Essa “recauchutagem” geral já tem até nome no mercado imobiliário: “retrofit”. A ideia é atualizar a infraestrutura do prédio, incluindo a mobília, a fim de mantê-lo apreciado.

Para a gerente de relacionamento da Lello, Angélica Arbex, é importante criar um fundo com essa finalidade. “O condomínio vai precisar trocar todos os canos e a fiação elétrica, por exemplo, porque a demanda de energia de 30 anos atrás não é a mesma de hoje.”

Angélica ainda afirma que os moradores precisam ter em mente que o imóvel é um ativo financeiro. “Se o bem é adquirido por um milhão, o que vai determinar, no futuro, sua valorização ou desvalorização é a administração que ele teve ao longo dos anos.”

Dostoiévscki Vieira, Presidente do Instituto Pró-Síndico e síndico profissional diz que a leniência é o maior problema da administração de prédios antigos. De acordo com ele, cria-se um ambiente de amizade que às vezes prejudica as decisões do conjunto. “E isso pode desvalorizar o bem que a pessoa levou 30 anos para pagar.

O trato de acordo com conveniências individuais interfere, também, na cobrança de inadimplentes – o que incide diretamente na cota a ser paga pelos demais moradores.

É o que vinha ocorrendo no prédio de Daniela. Segundo ela, 12 dos 44 apartamentos estavam com as contas atrasadas. “São débitos de anos, não é coisa de meses. Mudamos a administração para ver se conseguimos recuperar esse valor.”

Nesse ponto, Roberto Graiche, diretor da administradora Graiche, aconselha o cliente ou inquilino avaliar com antecedência sua capacidade contributiva. Isso porque o aluguel em prédios “idosos” pode até ser barato ou a venda sair por um preço competitivo, mas a despesa com a taxa condominial será mais elevada. “Eles têm despesas extraordinárias muito maiores do que um recém-lançado.”  (Bianca Soares, Especial para o Estado)

Fonte: Broadcast

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