Reaquecimento das vendas de imóveis engorda arrecadação com ITBI em São Paulo

Produto Interno Bruto (PIB) da construção deve crescer menos do que o esperado em 2019

São Paulo, 11/06/2019 – O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil deve crescer apenas 0,5% em 2019, e não mais 2,0%, conforme a nova projeção divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). A decisão das instituições em diminuir a projeção para o PIB setorial já havia sido antecipada pela Agência Estado em reportagem de 22 de maio, refletindo as sucessivas reduções na projeção de crescimento do PIB nacional.

O corte na projeção do PIB da construção resulta de uma retração generalizada nas expectativas de desempenho do setor neste ano. No segmento de obras e reformas domésticas, que abrange a construção feita por pequenas empreiteiras e famílias, a previsão de crescimento caiu de 3,5% para 2,0%. E no segmento empresarial, que abrange as obras de edificações residenciais, comerciais e de infraestrutura, a previsão mudou de crescimento de 1,0% para queda de 0,5%.

 

A coordenadora de estudos da construção da FGV, Ana Maria Castelo, afirmou que o segmento empresarial está sofrendo com a queda no nível de atividade principalmente das construtoras voltadas a obras de infraestrutura. Já as construtoras que atuam com edificações residenciais ainda poderão ter algum resultado positivo, já que houve um crescimento no volume de lançamentos nos últimos trimestres que irão se transformar em obras em breve.

 

De acordo com Ana Maria, o cenário de incerteza sobre os rumos da economia brasileira baixou os índices de confiança dos empresários do setor e esfriou a tomada de decisão de realizar investimentos.

 

Ela acrescentou que causa preocupação a intenção do governo de liberar saques do FGTS, cujos recursos abastecem obras de habitações populares e de infraestrutura. Outro ponto de atenção está nas mudanças em estudo para o Minha Casa Minha Vida (MCMV), que tem sido o principal responsável pelos lançamentos e vendas do mercado imobiliário nos últimos anos.

 

Ainda que a previsão seja de um PIB menor no setor da construção no ano, este pode ser o primeiro resultado positivo após um ciclo de cinco anos de quedas consecutivas. O PIB da construção encolheu 28% entre os anos de 2014 e 2018. ( Circe Bonatelli)

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