Quais são os erros mais comuns na hora de negociar imóvel?

Mês das Mães

As pessoas que desejam negociar um imóvel e comprar uma moradia se esforçam muito para guardar dinheiro e agilizar tudo o que é preciso para realizar esse sonho. Contudo, no momento de negociar imóvel, cometem falhas que transformam a empolgação em frustração e a alegria em tristeza. Para que isso não aconteça, é necessário ter muito cuidado e organização para reconhecer os problemas e evitá-los.

Neste artigo, separamos os erros mais comuns cometidos por quem está comprando um imóvel. Esperamos que ele ajude você a passar longe desses transtornos. Acompanhe!

Não ler o contrato com atenção

Não ler o contrato de compra e venda do imóvel é ainda um dos erros mais praticados pelas pessoas. Infelizmente, no Brasil, somos pouco incentivados a ler. Devido a isso, quando vemos um contrato com várias páginas e uma quantidade grande de palavras, a primeira reação é “passar os olhos” e, fingindo que entendeu tudo, assinar o documento.

Acrescente a isso a pressão que alguns corretores ou proprietários de imóveis fazem para fechar logo a venda. Esses dois ingredientes resultam em um acordo de negócio que beneficia só uma das partes, enquanto a outra se arrepende pelos próximos anos pelo fato de ter assinado o contrato.

Então, para não fazer parte dessa triste história, leia e estude o documento contratual. Evite assiná-lo com pressa apenas para agradar ao corretor. Pelo contrário, leve o contrato para casa e, em um ambiente tranquilo e sem pressões externas, entenda cada cláusula. Na dúvida, pergunte para o responsável pela venda do imóvel.

Alguns acham que, por estarem negociando com uma construtora, incorporadora ou imobiliária renomada, não precisam desconfiar de um ato de má-fé. Realmente, nesse caso, é mais difícil ocorrer atos desonestos, afinal, a empresa tem um nome a zelar.

No entanto, sem saber, você pode pagar altas taxas de juros ou administrativas, o que não aconteceria se lesse o contrato, tentasse barganhar uma redução ou fizesse negócio com uma empresa que oferece melhores condições de pagamento.

Deixar de analisar a documentação

Para muitos, a fase de análise da documentação é a mais estressante do processo de negociar imóvel. O motivo é a quantidade enorme de papéis para ler e o trabalho de conferir a veracidade das informações escritas. Por mais desafiador que essa etapa seja, é essencial examinar com extremo cuidado a documentação.

Essa verificação resguarda o comprador de problemas relacionados a dívidas, litígios, processos e outros impedimentos para a venda do imóvel. Por exemplo, débitos com o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e com taxas de condomínio podem gerar prejuízos para o comprador.

Quando a compra da moradia é feita diretamente com o proprietário, o comprador é responsável por analisar a documentação. Por outro lado, essa atribuição passa para o corretor, caso ele seja o intermediário da negociação.

Não fazer uma visita ao imóvel

Atualmente, a vida é muito corrida. Por isso, muitos compradores decidem conhecer os imóveis por meio de tecnologias, como o tour virtual e as imagens em 360 graus. Embora se aproximem da realidade, a visita física ainda é muito importante. Na verdade, esses recursos virtuais devem servir como um filtro na escolha dos imóveis que valem a pena serem examinados mais de perto.

Sendo assim, nunca feche um acordo de compra sem antes conhecer pessoalmente o local. Não há outro modo para perceber alguns detalhes, como:

  • pequenas infiltrações;
  • defeitos na pintura;
  • qualidade dos acabamentos;
  • disposição dos pisos e azulejos;
  • exposição solar;
  • ruídos externos.

Esse último item pode tirar a sua paz e derrubar a qualidade de vida. Imagine não conseguir dormir direito ou passar o dia estressado com o barulho de trânsito, música alta em bares próximos ou vizinhos agitados.

Esquecer o planejamento financeiro

A falta de planejamento financeiro é um erro bem comum. Por isso, a decisão da forma de pagamento é tomada sem uma reflexão profunda. Talvez, a quitação do imóvel à vista seria possível com um controle de gastos e um depósito mensal de certa quantia poupada.

Essa reserva pode ser guardada na poupança ou investida nas Letras de Crédito Imobiliário (LCI), que é um fundo de renda fixa isento do imposto de renda, tem boa liquidez e costuma render mais do que a poupança.

Diante de um pagamento à vista, é mais fácil conseguir descontos vantajosos com as imobiliárias, construtoras ou incorporadoras. Quando não há como realizar a compra dessa forma, muitos recorrem a um financiamento. Porém, quanto menor for o período de pagamento dessa dívida, o custo final também cairá.

Com um bom planejamento, é maior a probabilidade de dar uma boa entrada e contratar um número menor de parcelas no financiamento, enxugando débitos. Para fugir do financiamento, alguns preferem um consórcio que costuma ter juros mais baixos, boa rentabilidade e a possibilidade de adquirir o imóvel antes do fim do contrato.

Fechar o negócio muito rapidamente

Quando gostar de um imóvel, peça a opinião de pessoas de confiança. Volte outras vezes na moradia e leve amigos, parentes ou profissionais do mercado imobiliário para que tenha outros pontos de vista.

Pode acontecer que o forte desejo de comprar uma casa, de certa forma, obscureça detalhes importantes. Uma pessoa imparcial não será levada pela emoção e apontará a realidade do imóvel.

Não pesquisar sobre a localização

Pense na sua realidade pessoal e familiar. Então, fique atento à localização da moradia para perceber se ela atende as suas necessidades. Quem não toma esse cuidado, vê-se preso em uma região que não fornece a estrutura que precisa e fica longe de locais estratégicos que farão parte do cotidiano.

Por exemplo, para um casal com filhos, morar próximo a escolas, áreas de lazer, hospitais e comércios é o ideal. Enquanto um jovem que trabalha o dia inteiro, talvez preze pela proximidade com o seu local de trabalho, academias, faculdades e bares.

Deixar de lado os custos adicionais

É um engano imaginar que os gastos acabam quando o valor do imóvel é pago. A partir daí, entram os custos (em torno de 4% do preço da moradia) com a legalização e a transferência da propriedade. Portanto, é preciso incluir esses gastos no orçamento. Geralmente, o comprador precisa desembolsar dinheiro para o pagamento:

  • da escritura;
  • do registro no cartório;
  • dos jogos de certidões;
  • da taxa de avaliação do imóvel financiado;
  • dos impostos.

É claro que desafios aparecerão. Mas é bem melhor quando podemos nos prevenir de problemas previsíveis. Seguindo as sugestões que demos em nosso artigo, você evitará muitos desapontamentos e terá a felicidade de adquirir a moradia que tanto deseja. Além disso, lembre-se de que uma imobiliária de confiança pode ajudar muito durante esse processo.

O que achou de nosso artigo? Conseguiu descobrir os erros mais comuns na hora de negociar imóvel? Quer receber mais conteúdos incríveis como este? Assine a nossa newsletter!

Fique por dentro do Mercado Imobiliário! Receba conteúdos gratuitamente.

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.