Reapresentação do plano de recuperação da PDG fica para outubro

São Paulo, 15/09/2017 – A apresentação do plano de recuperação judicial da PDG Realty ficará para o dia 8 de outubro, conforme petição da incorporadora aceita pela 1ª Vara de Falências e Recuperações de São Paulo, que acompanha o processo.

De acordo com fontes, as negociações caminham para um entendimento entre a empresa e seus principais credores. A PDG pede que o dinheiro oriundo das vendas de imóveis seja utilizado, em um primeiro momento, para sustentar as operações da empresa, sendo mais tarde utilizado para o abatimento das dívidas. Os prazos, volumes e demais condições dessa flexibilização ainda estão sendo discutidos.

A princípio, há uma sinalização de concordância de Itaú Unibanco e Bradesco, Banco do Brasil. Por sua vez, a Caixa Econômica Federal estaria mais relutante em aceitar essa flexibilização. Nenhuma das partes comenta.

A PDG entrou em recuperação judicial em fevereiro, com dívida de R$ 5,75 bilhões, distribuída entre 23 mil credores. A reapresentação do plano de recuperação também deverá trazer uma redução de aproximadamente R$ 450 milhões no montante das dívidas concursais, caindo para R$ 5,30 bilhões, conforme já informado pelo Broadcast.

Isso porque entre as diretrizes consensuais anunciadas pela construtora e pelos bancos, está o entendimento de que serão excluídos do processo todos os empreendimentos imobiliários que têm patrimônio de afetação – regra legal que impede que o recurso de um condomínio seja usado para pagar dívidas de outro.

Dos 512 empreendimentos imobiliários envolvidos no processo, 37 têm patrimônio de afetação, e, agora, serão tratados fora do plano. Juntos, esses 37 empreendimentos têm R$ 450 milhões em dívidas bancárias. Os demais projetos serão mantidos no processo e os passivos serão tratados da mesma forma que os da holding.

De acordo com fontes, ainda não há data prevista para a realização da assembleia de credores. Nesta semana, O juiz da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, João de Oliveira Rodrigues Filho, garantiu a suspensão de ações e execuções contra a empresa até que o plano de recuperação judicial seja votado na assembleia. (Circe Bonatellicirce.bonatelli@estadao.com)

Fonte: Broadcast
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