SECOVI-SP prevê melhora do mercado imobiliário em 2018, mas não fala em números

São Paulo, 06/12/2017 – O mercado imobiliário da capital paulista deve conservar a trajetória de expansão dos lançamentos e das vendas ao longo do próximo ano, em meio ao cenário marcado por redução dos juros e da inflação, com volta gradual do emprego e aumento na confiança dos consumidores para assumirem um negócio de longo prazo. A perspectiva é do presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Amary, que preferiu não citar uma projeção para o tamanho do crescimento por considerar que ainda há incertezas no caminho. “A expectativa é positiva, assim como temos visto nos últimos meses”, disse Amary durante entrevista à imprensa após reunião com empresários do setor.

Entre janeiro e setembro, os lançamentos de novos projetos imobiliários atingiram 11,5 mil unidades residenciais, um avanço de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Por sua vez, as vendas totalizaram 12,8 mil unidades, alta de 18%. Amary comentou que a tendência para o próximo ano é que o volume de vendas continue acima dos lançamentos, o que ajudará a levar o estoque de imóveis para um nível mais equilibrando, contribuindo para a retomada do ciclo de alta no preços das moradias.

“Por enquanto, nós temos visto uma estabilidade (nos preços). Mas a redução do estoque vai se reverter em um novo ciclo de valorização”, estimou Amary. “Ainda não é possível saber ao certo quando isso vai acontecer. Depende muito do ritmo de recuperação da economia brasileira daqui para frente”, observou.

O presidente da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci) no Brasil, Rodrigo Luna, afirmou que também está otimista em relação ao comportamento do mercado paulistano em 2018, considerando a melhora do quadro macroeconômico associado à perspectiva de aprovação da reforma da previdência. “Com a lição de casa feita, esperamos que 2018 será um ano melhor para o setor”, disse Luna.

No entanto, o executivo também preferiu não dar números para o tamanho da recuperação. “Quem falar em um porcentual de crescimento para o mercado estará chutando, porque ainda há muitas incertezas de ordem política”, ponderou, referindo-se às eleições. “O que há de concreto e animador é uma melhora na base econômica”, ressaltou Luna.

O presidente da Fiabci acrescentou ainda que um dos maiores fatores de risco para o mercado imobiliário está na disponibilidade de recursos para a compra e a construção de imóveis no País, tendo em vista as limitações da Caixa Econômica Federal e do FGTS. (Circe Bonatelli – Circe Bonatellicirce.bonatelli@estadao.com)

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