Setor popular continua puxando recuperação do mercado imobiliário

São Paulo, 16/11/2017 – As empresas de construção que desenvolvem moradias populares, enquadradas no Minha Casa Minha Vida (MCMV), continuam encabeçando a recuperação do mercado imobiliário. Direcional, MRV e Tenda responderam por dois terços dos lançamentos e das vendas de imóveis do conjunto de 11 incorporadoras listadas na bolsa no terceiro trimestre.

Juntas, as três lançaram empreendimentos com R$ 2,016 bilhões em valor geral de vendas (VGV), crescimento de 55,5% na comparação anual. As vendas líquidas totalizaram R$ 2,100 bilhões, avanço de 23,5%. No grupo das empresas focadas no mercado de médio e alto padrão – Cyrela, Even, Eztec, Gafisa, PDG, Rossi, Rodobens e Tecnisa – os resultados foram mais modestos. Os lançamentos atingiram R$ 1,272 bilhão, alta de 4,6%. Já as vendas subiram 42,4%, para R$ 1,390 bilhão.

O copresidente da MRV Engenharia, Eduardo Fischer, reiterou a perspectiva de expansão dos lançamentos e das vendas em 2018 frente a 2017. Ele lembrou que boa parte da população de baixa renda não tem casa própria, situação que mantém forte a demanda mesmo em tempos de crise. “As visitas aos estandes estão maiores”, contou.

Ele também minimizou os gargalos recentes da Caixa Econômica Federal e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e avaliou que ainda há boa disponibilidade de recursos para financiar a compra de imóveis com juros baixos, ao contrário do que ocorre no restante do mercado. “Não acho que faltarão recursos. As sinalizações do governo ainda são de que a habitação popular é prioridade, pois tem uma função social muito grande”, comentou Fischer.

A Direcional avaliou que o mercado imobiliário continua apresentando sinais de recuperação, mas ainda existe uma grande diferença no desempenho de cada ramo. O segmento de médio e alto padrão sofre com distratos, juros altos e baixa demanda. Diante disso, a companhia abandonou novos projetos nesse mercado.

Já o segmento de moradias populares, onde a Direcional concentrou suas atividades, continua apresentando trajetória positiva. “Este desempenho está baseado na grande demanda, resultado de um relevante déficit habitacional, e nos diferenciais oferecidos pelo Minha Casa Minha Vida, com financiamento a taxas de juros reduzidas e subsídios para aquisição do imóvel”, afirmou a direção da empresa em nota que acompanhou a publicação do balanço trimestral. (Circe Bonatellicirce.bonatelli@estadao.com)

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