taxa selic e imóveis

Taxa Selic e imóveis: qual a relação entre eles, afinal?

Sabe qual é a relação entre a taxa Selic e os imóveis? Certamente, você já deve ter ouvido falar no quanto ela é importante na economia brasileira, sendo a referência dos juros no país. Na verdade, é ela que embasa os investimentos de renda fixa, assim como as operações de crédito, nas quais se encaixa o financiamento de imóveis.

Nos últimos anos, a taxa básica de juros teve um movimento de queda e, consequentemente, o financiamento da casa própria ficou mais barato. No entanto, no início de 2021, ela voltou a subir e preocupar o setor imobiliário.

Vamos saber mais sobre a relação entre taxa Selic e imóveis, que tanto impacta o setor imobiliário? Continue a leitura e confira!

Qual é o histórico da taxa Selic?

Em 1999, o Governo Federal criou a taxa Selic, que fez parte das reformas econômicas do Plano Real. Na época, a taxa básica de juros era o TBC, que era calculado mensalmente pelo Banco Central.

Nos anos 1980 e 1990, o Brasil viveu um período crítico, o qual foi chamado de hiperinflação. Nesse momento, chegou a registrar a impressionante marca de 80%, no mês de março de 1990. Diante do problema, o governo buscou medidas para conter a inflação, como o congelamento de salários, a tabela de preços e até novas moedas.

Em 1999, o governo adotou medidas, como o tripé macroeconômico que vale até hoje, que são metas fiscais, de câmbio flutuante e de inflação. Assim, determinou a Selic como instrumento de controle inflacionário.

O que é a Taxa Selic e como ela funciona?

A taxa Selic representa a taxa média de juros do Brasil. Geralmente, a autoridade monetária nacional de cada país, como o Banco Central, é que decide qual será a taxa de juros vigente.

A Selic, baseada em indicadores financeiros do país, tem por função nortear as operações da economia brasileira que envolvem juros. Ela tem ação direta nos juros que remuneram investimentos e que são praticados em operações financeiras executadas pelos bancos.

Na verdade, as decisões que envolvem a Selic visam a equilibrar a economia brasileira e, dessa forma, evitar uma carga inflacionária. Vale ressaltar que a rentabilidade da Caderneta de Poupança está vinculada à Selic e, consequentemente, os investimentos em renda fixa também são influenciados — o aumento da Taxa Selic resulta em o banco pagar mais aos investidores.

Ocorre que esse gasto a mais acaba sendo repassado para os clientes. Dessa forma, o financiamento é influenciado pela taxa, e os juros que remuneram o banco também tendem a subir.

Como é definida a taxa Selic?

O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom — que é formado pelo presidente e diretores do órgão — é o responsável pela definição da taxa Selic. A reunião ocorre a cada 45 dias para efetuar revisões na meta da taxa Selic, considerando vários indicadores financeiros.

O encontro dura cerca de dois dias, em que são discutidas algumas questões, como o cenário econômico no país. Avaliam, então, se é necessário alterar a meta.

New York Tower

Para que serve a taxa Selic?

A taxa Selic é uma ferramenta essencial na política monetária do Banco Central. Foi criada para manter a moeda estabilizada, garantindo que a inflação não atinja índices altos, ou seja, mantendo-se dentro da meta do governo.

O que devemos ter em mente é que a inflação é causada pelo consumo da sociedade. Com a demanda alta de bens e consumo, os preços crescem. Quando ela cai, os preços, consequentemente, diminuem.

A oferta de crédito é um dos alavancadores de consumo. Quando ela cresce, as pessoas tendem a gastar muito, impulsionando a inflação.

O papel da taxa Selic é aquecer a atividade econômica, influenciando o mercado de crédito, de forma a controlar o consumo. O governo controla os juros básicos quando os preços caem muito, e eleva os juros quando a inflação tende a ultrapassar a meta.

Qual é a relação entre a taxa Selic e imóveis?

Como sabemos, o financiamento imobiliário é a forma mais utilizada pelo brasileiro para adquirir a casa própria. Trata-se de um investimento de alto valor financeiro, em que, na grande maioria dos casos, é necessário utilizar uma linha de crédito para garantir o negócio.

As instituições financeiras, por sua vez, oferecem oportunidades facilitadas para a aquisição desse bem, por meio de empréstimos — para que, dessa forma, as pessoas possam comprar a casa própria sem qualquer aperto financeiro.

Esse dinheiro que foi emprestado deverá ser pago com juros, já que o prazo poderá ter um período de pagamento bem estendido. É aí que entra a taxa Selic, visto que os juros são definidos por ela. Se ela diminui, os bancos automaticamente reduzem as taxas de juros de suas linhas de crédito imobiliário.

Vale ressaltar que os financiamentos são uma forma de aquecer a economia do país. Quando a Selic diminui, ela garante um movimento interessante no mercado financeiro.

Como saber a taxa Selic de hoje?

A taxa Selic sofre variações e, quando este post foi feito, ela estava em 4.15% a.a. Como já falamos, ela pode ser alterada a cada 45 dias pelo Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central.

Daí a importância de conferir o valor quando fechar um financiamento imobiliário, sendo, dessa forma, possível se planejar e escolher o melhor momento para investir em um imóvel. O site oficial do Banco Central fornece os dados acerca do valor da Selic atualizado, além de um histórico, para que seja possível acompanhar as oscilações no decorrer dos anos.

O aumento e a diminuição da taxa Selic são fundamentais para a tomada de decisão. Com a Selic em alta, mesmo que haja a redução dos preços dos imóveis, ainda assim, podem ocorrer reajustes nos valores dos financiamentos, e não se configurar um momento bom para a negociação.

Agora, você já sabe a relação entre a taxa Selic e imóveis e como afeta o valor de um financiamento imobiliário. Se você está em busca de um bom negócio, é preciso entender que a queda nos preços e a redução da taxa Selic representam o melhor momento para realizar o sonho da casa própria.

Se você gostou deste post, acesse mais informações interessantes sobre a taxa básica de juros. Confira!

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