FGTS

Temos perspectiva de piora da liberação de recursos do FGTS para construção, diz Tenda

São Paulo, 11/12/2018 – O diretor financeiro e de relações com investidores da Tenda, Renan Sanches, avaliou que a situação do FGTS é diferente do que nos últimos seis anos, contando, atualmente, com menor disponibilidade de recursos para financiar a compra e a construção de moradias e tendência de aumento das restrições. “Temos perspectiva de piora da disponibilidade de recursos do FGTS”, afirmou há pouco, durante reunião pública com investidores e analistas.

Uma das incertezas causadas pela restrição orçamentária do FGTS é a sustentabilidade do financiamento da faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida (MCMV), que requer mais subsídios diretos do que as faixas 2 e 3. A Tenda tem já aprovado um novo projeto da faixa 1,5 em Goiânia, por exemplo, mas optou por adiar o lançamento até que fiquem mais claras as condições futuras do programa habitacional.

Apesar das imprevisibilidades, Sanches ponderou que a Tenda está preparada para lidar com potenciais oscilações do mercado. Ele reiterou que a companhia não tem necessidade de crescimento para manter rentabilidade em níveis considerados adequados. Outro ponto, segundo ele, é a solidez do caixa, que pode complementar financiamento de obras e clientes temporariamente em caso de gargalos do FGTS. E, por fim, ele citou a eficiência nas obras, o que permitiria vender imóveis a preços menores em caso de eventuais diminuições de subsídios ao MCMV.

O diretor-presidente da Tenda, Rodrigo Osmo, disse que a Tenda tem potencial para crescer de 10% a 15% a cada ano, mas isso depende da capacidade do mercado de absorver os lançamentos, assim como do andamento do ambiente regulatório ligado ao FGTS e MCMV. “Conseguimos entregar esse crescimento neste ano. Para o futuro, depende”, ponderou.

Osmo disse que o maior potencial de crescimento está nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Goiânia, enquanto as demais praças já estão quase saturadas (caso de Salvador) ou têm dificuldades para liberação de licenças (Belo Horizonte).

A Tenda também continuará comprando terrenos para abastecer os lançamentos futuros. A meta da companhia é ter um banco de terrenos capaz de alimentar projetos por três anos, mas esse patamar, atualmente, está em 2,5 anos.

(CirceBonatelli – circe.bonatelli@estadao.com)

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