Plenário do senado aprova destaques e projeto de distrato retornará à câmara dos deputados

Temos tudo para que 2018 seja ano mais robusto em lançamentos do que 2017, diz MRV

São Paulo, 16/01/2018 – A MRV Engenharia espera que o ano de 2018 seja ainda mais representativo em lançamentos do que foi 2017, quando a companhia aumentou em 41% os lançamentos em valor geral de vendas (VGV). Ao Broadcast, o copresidente da companhia, Eduardo Fischer, afirmou que a incorporadora inicia 2018 mais otimista depois de ter registrado aumento nas vendas em 2017, um ano considerado “muito desafiador”.

“Acredito que temos tudo para um ano de lançamentos ainda mais robusto do que foi 2017”, afirmou. “Temos aproveitado que o Brasil possui uma carência de habitação muito grande e que existe um ‘funding’ saudável vindo do fundo de garantia”, acrescentou.

No quarto trimestre de 2017, a companhia reportou dificuldades nos repasses de unidades, mas de acordo com Fischer, o problema foi fruto de uma instabilidade temporária nos sistemas que fazem o cadastro dos compradores de imóveis na Caixa Econômica Federal. O problema ocorreu nos últimos quinze dias de dezembro, mas, de acordo com o executivo, já foi normalizado. “Janeiro já vai ser um mês normal”, declarou.

O crescimento nos lançamentos, ressaltou o executivo, foi fruto da estratégia da companhia de investir na compra de terrenos no período de crise, entre final de 2014 e início de 2015.

Pela frente, a MRV continua expandindo o banco de terrenos. De acordo com Fischer, a companhia ainda vê espaço para adquirir terrenos em praças com menor concorrência. “Existem ainda boas oportunidades de investimento”, afirmou. Segundo o executivo, o aporte em terrenos em 2018 deve ser semelhante ao do ano passado.

No quarto trimestre de 2017, foram adquiridos 39 terrenos, representando um VGV potencial de R$ 3,2 bilhões.

O executivo reforçou ainda a expectativa da companhia de que os distratos (cancelamentos de contratos de compra e venda de unidades na planta) sejam zerados até 2019. A empresa registrou elevação nos distratos no quarto trimestre de 2017 ante o trimestre anterior, mas Fischer destacou que esses distratos têm relação com unidades antigas, que não tinham o FGTS como fonte de financiamento.

Ele ainda ressaltou que a companhia está implementando um projeto que consiste em contabilizar as vendas de imóveis só após a assinatura do contrato de financiamento da unidade pelos clientes, minimizando a possibilidade de reversão da venda.

Questionado sobre o Minha Casa Minha Vida (MCMV), foco de atuação da MRV, Fischer considerou que o programa tem mantido sua força. Dados obtidos com exclusividade pelo Estadão/Broadcast revelam que o presidente Michel Temer descumpriu em 2017 a primeira meta do seu governo para contratações do programa. Somando todas as quatro faixas do MCMV, o governo prometeu contratar 610 mil unidades habitacionais no ano passado, mas só contratou 442,2 mil, o equivalente 72,5% da meta.

“O FGTS está com o orçamento já comprometido, está fazendo o que está no limite dele e tem sido suficiente para atender ao mercado”, comentou Fischer. Ele avaliou ainda que a faixa 1 do MCMV foi “muito comprometida”, mas considerou que não há preocupação quanto ao futuro do programa. “Toda nação tem um projeto de habitação de baixa renda. O Minha Casa Minha Vida completa 10 anos no ano que vem e o vejo como um projeto de Estado, não apenas de governo”, declarou o executivo da MRV. (Dayanne Sousa – dayanne.sousa@estadao.com)

Fonte: Broadcast

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