Portaria amplia limite de financeiro de ministérios e pode destravar Minha Casa Minha Vida

Tenda anuncia início das operações em Goiânia a partir de 2019

São Paulo, 11/12/2018 – A construtora e incorporadora Tenda, uma das maiores operadoras do Minha Casa Minha Vida (MCMV), anunciou que passará a atuar em Goiânia a partir do ano que vem. Essa será a oitava região metropolitana onde a companhia desenvolve empreendimentos imobiliários. Neste ano, a empresa chegou a Curitiba. Antes disso, já estava em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife.

O diretor financeiro e de relações com investidores, Renan Sanches, comentou que a Tenda também está estudando a entrada em outras duas praças, mas prefere manter um ritmo moderado de expansão para evitar dificuldades locais, já que os processos de licenciamento variam nos cartórios, prefeituras e até mesmo na contratação de projetos junto à Caixa Econômica Federal, o que exige uma curva de aprendizado.

“Preferimos ser prudentes e crescer lentamente, se mercado permitir. Temos condições de aumentar uma região por ano”, disse há pouco Sanches, durante reunião pública com investidores e analistas. O primeiro lançamento em Goiânia já está aprovado e deverá ser na faixa 1,5 do MCMV.

Sanches salientou que a administração da Tenda tem a “ambição” de ser a companhia mais rentável do mercado imobiliário, e não a maior em termos operacionais. O executivo frisou que há um esforço constante na redução de custos e na busca por ganho de eficiência nas obras. Ele explicou que o modelo de negócios da Tenda permite aprimoramentos contínuos, uma vez que está concentrado em empreendimentos padronizados e situados nas mesmas cidades.

“Montamos um modelo de negócios simples. Atuamos em sete regiões, agora oito, e não paramos de produzir em nenhuma delas. Temos foco em um único produto, o que nos permite investir na melhoria do processo e nos ganhos de eficiência”, comentou.

Sanches mencionou que, desde a reestruturação dos negócios, em 2013, os custos de construção caíram aproximadamente 40% em comparação com a evolução do INCC. Nesse período, o número de operários necessários para produzir um apartamento a cada mês caiu de 4,7 para 2,9. O diretor ponderou que, com o reaquecimento do mercado imobiliário, a tendência é que haja uma elevação do preço dos materiais de construção nos próximos meses.

O diretor-presidente da Tenda, Rodrigo Osmo, acrescentou que a Tenda tem potencial para crescer de 10% a 15% a cada ano, mas isso depende da capacidade do mercado de absorver os lançamentos, assim como do andamento do ambiente regulatório. “Conseguimos entregar esse crescimento neste ano. Para o futuro, depende”, ponderou.

Osmo disse que o maior potencial de crescimento está nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Goiânia, enquanto as demais praças já estão quase saturadas (caso de Salvador) ou têm dificuldades para liberação de licenças (Belo Horizonte).

A Tenda também continuará comprando terrenos para abastecer os lançamentos futuros. A meta da companhia é ter um banco de terrenos capaz de alimentar projetos por três anos, mas esse patamar, atualmente, está em 2,5 anos.

(Circe Bonatelli – circe.bonatelli@estadao.com)

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