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Vendas e lançamentos de imóveis devem crescer 15% no País este ano, prevê CBIC

São Paulo, 28/05/2019 – As vendas e os lançamentos de imóveis residenciais no País devem crescer em torno de 10% a 15% em 2019, de acordo com estimativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). A perspectiva é que o crescimento seja puxado pelo segmento de imóveis de médio e alto padrão, em que as moradias são financiadas por linhas bancárias que utilizam recursos da poupança. Já os negócios envolvendo as unidades dentro do programa Minha Casa Minha Vida, que contam com financiamento por meio de recursos do FGTS, devem permanecer estáveis, considerando que o orçamento do fundo ficou estagnado do ano passado para cá. “Quem vai puxar o crescimento é a habitação de mercado (médio e alto padrão)”, projetou o presidente da Comissão Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, citando as limitações de recursos do FGTS.

Petrucci disse que os lançamentos e as vendas continuam saudáveis no segundo trimestre, a despeito do ritmo mais lento de recuperação da economia brasileira. Ele citou como exemplo que os lançamentos na cidade de São Paulo no mês de abril foram o dobro do registrado no mesmo mês do ano anterior. “É uma reação que, guardadas as proporções de cada mercado, acreditamos que também vem acontecendo em outros estados”, observou.

 

Ele ponderou, entretanto, que a perspectiva de crescimento do mercado leva em consideração a necessidade de encaminhamento das reformas estruturais do País, sendo a mais importante delas a reforma da Previdência. Caso haja deterioração da economia nacional e um noticiário negativo sobre a concretização da reforma, muitas pessoas podem adiar a decisão de compra de um imóvel, avaliou.

 

O mercado já apresentou crescimento no País no primeiro trimestre, de acordo com pesquisa da CBIC, que considera dados de 23 capitais e regiões metropolitanas. Os lançamentos aumentaram 4,2% no período de janeiro a março em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 14.680 unidades. Já as vendas somaram 28.676 unidades, avanço de 9,7% na mesma base de comparação.

 

Com mais vendas do que lançamentos, o estoque de imóveis caiu 8,6%, totalizando 120.422 unidades. Desse total, 24% são moradias na planta, 47% em obras e 29% prontas. Considerando o ritmo atual das vendas, o estoque seria escoado em 13 meses. Há um ano, o patamar era de 15 meses. “Os números demonstram um crescimento lento, mas constante”, afirmou o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

 

O levantamento mostrou ainda que o preço médio dos imóveis residenciais no País está subindo em um patamar superior ao da inflação setorial medida pelo INCC. No acumulado dos últimos 12 meses até o mês de março, a alta real foi de 3,2%. Na avaliação de Petrucci, esse crescimento é resultado de um mercado com mais vendas do que lançamentos, indicando que a demanda está consistente apesar do ritmo lento de crescimento da economia brasileira.

 

“Já vemos um crescimento real de 3,2% no preço. E a tendência é de preços crescentes”, disse Petrucci, estimando redução dos estoques nos próximos meses. Segundo ele, em mercados mais aquecidos, como de São Paulo, essa alta já está na ordem de 7%. (Circe Bonatelli)

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