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Vila Andrade e Itaim Bibi lideram lançamentos imobiliários em São Paulo

São Paulo, 04/03/2018 – Quem não gostaria de morar em uma região de ares mais nobre com preços mais em conta em relação aos bairros vizinhos? Esta é a realidade da Vila Andrade, distrito da zona sul de São Paulo ao lado do Rio Pinheiro, o distrito que mais teve unidades residenciais verticais lançadas em São Paulo desde a década de 1990.

Foram mais de 30 mil unidades lançadas no período de 1992 até o fim de 2016, de acordo com dados fornecidos pela Coordenadoria de Produção e Análise de Informação (Geoinfo) da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), que tiveram como base informações de lançamentos da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).

No distrito, que teve lançamentos de médio e alto padrão, o valor médio do metro quadrado de área útil ficou em torno de R$ 6 mil em 2017, segundo a Embraesp. É na área da Vila Andrade que está o Panamby, considerado um dos bairros mais nobres da capital, e o Parque Burle Marx, espaço tombado pelo Patrimônio Histórico, administrado pela Fundação Aron Birman. A área verde do local é um atrativo para que quer morar por lá.

De acordo com o especialista em inteligência imobiliária e diretor de Planejamento Estratégico da Mondeluz, Edgar Ueda, o distrito registra crescimento acentuado desde o fim dos anos 1970 e com mais intensidade à partir dos anos 1990. “Ao lado do Morumbi, ainda possui espaço para crescimento e desenvolvimento”, avalia.

Para Ueda, o crescimento contínuo da área traz a expectativa de crescimento regular e planejado, o que deve provocar um aumento no valor do metro quadrado da região.

O economista-chefe do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, faz uma ressalva. “Apesar dos empreendimentos, a Vila Andrade nunca foi campeã de vendas. Ainda existe certa resistência por parte da população a ir morar na região. Pode parecer até provinciano, mas existe gente que não mora do outro lado do rio (Pinheiros).”

De acordo com Petrucci, a Vila Andrade é o distrito que mais tem disponibilidade de terra a um preço baixo na capital, com exceção da periferia. “É muito grande em relação aos mais próximos e foi o grande campeão de aprovação de projetos nos últimos anos”, afirma. É comum que o mercado se aproveite da proximidade com o Morumbi para vender a região toda como parte do bairro nobre.

Logo depois da Vila Andrade, o distrito que teve mais unidades residenciais verticais lançadas foi Itaim Bibi, do outro lado do Rio Pinheiros. Foram 29 mil imóveis colocados no mercado naquele período. Lá, a cifra média do metro quadrado pode superar os R$ 28 mil.

O coordenador do Comitê de Tecnologia e Qualidade do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Renato Genioli, aponta o eixo entre as avenidas Brigadeiro Faria Lima e Hélio Pellegrino, no Itaim Bibi, como uma das regiões que mais se expandiram economicamente nos últimos anos.

“O que propicia um terreno fértil para o crescimento de lançamentos e consequente valorização de uma determinada região são benefícios que ela passa a ter. Pode ser um serviço público melhorado, uma infraestrutura mais adequada e serviços de uma forma geral”, diz Genioli. Essa estrutura é bem forte no Itaim Bibi, que apesar de seu trânsito intenso, é servido por largas avenidas, além de grandes shoppings centers.

Emprego. O economista do Secovi aponta outro fator para o grande número de empreendimentos no distrito. “É onde há mais emprego na cidade de São Paulo e como não se consegue levar o emprego para onde as pessoas moram, se muda o lugar das moradias dos empregados”, diz Petrucci.

A aposentada Rita Macruz mora no Itaim Bibi há 13 anos e diz que atualmente “é dificílimo” transitar de carro por lá em qualquer horário do dia, por conta do grande volume de automóveis tanto de moradores quanto dos trabalhadores. “Não tem jeito. Para eu ir à Vila Olímpia, eu não passo pelo Itaim, dou a volta pela Vila Nova Conceição, pelas bordas, porque é impossível transitar.”

Rita diz que a vizinhança não tem mais um clima acolhedor. “Antes, o bairro ainda tinha algumas casas, era um pouco menos sofisticados. Hoje você não vê muita gente andando na rua, as pessoas só andam nos carros, é até meio ridículo”, reclama. De acordo com ela, a convivência entre vizinhos no bairro agora se restringe aos domingos, quando é costume tomar um café nas padarias do bairro.

Tatuapé. Por fim, o Tatuapé, cujo metro quadrado custa R$ 8,6 mil, aparece em terceiro lugar. Ele concentra investimentos por causa da grande infraestrutura da região e atrai moradores de todas as áreas da cidade, segundo Petrucci.

“Começando com o Shopping Anália Franco, o Tatuapé se tornou um dos bairros mais bem dotados de serviços, hospitais, escolas e tudo o que você pode imaginar”, relata. Além disso, ainda há uma boa mobilidade por causa da linha de metrô que corta a distrito.

De acordo com o economista do Secovi, o Tatuapé continua sendo um atrativo imobiliário por ser um objeto de desejo das pessoas que tem uma ascensão social e querem morar em um lugar estruturado. “Ele atrai pessoas da Vila Carrão, Penha, Vila Matilde e até da Mooca. É um local bem aderente no mercado. As pessoas se sentem morando na Zona Sul”, finaliza.  (Luiz Fernando Teixeira / ESPECIAL PARA O ESTADO)

Fonte: Broadcast

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