Viver propõe conversão de dívida em ações para credores em novo plano

São Paulo, 08/09/2017 – A Viver Incorporadora e Construtora está utilizando a conversão de dívida em ações como um dos principais instrumentos para a regularização de passivos com seus credores, conforme o plano recuperação judicial entregue à Justiça paulista na quarta-feira. O plano prevê também uma capitalização de R$ 20 milhões. A companhia acumula dívidas de R$ 1,2 bilhão, distribuídas entre a holding e 64 empreendimentos imobiliários.

A proposta vale para as classes de credores com garantia real e quirografários e também como opção para credores proprietários de unidades da construtora. Credores do patrimônio de afetação poderão optar pelo recebimento antecipado, por meio da conversão em novas ações da holding.

Se credores detentores de crédito do patrimônio de afetação que tenham recuperandas coobrigadas, avalistas ou fiadoras da obrigação contraída, não optarem pelo recebimento antecipado – salvo ainda que o patrimônio de afetação não tenha sido liquidado, ou que tenha sido celebrado acordo ou substituída a empresa do Grupo Viver – os créditos serão convertidos em novas ações, ficando quitado inclusive perante o patrimônio de afetação.

A Viver oferece opção aos credores que deixaram de fazer parte da recuperação a possibilidade de terem seus créditos pagos com ações.

De acordo com o documento entregue à Justiça, o preço da emissão das novas ações será de R$ 1,98, fixado com base na cotação de fechamento dos últimos 30 pregões realizados antes de 6 de fevereiro, primeira versão do plano.

Credores adquirentes terão três opções de recebimento. Para ser elegível a primeira, o credor adquirente que deseje permanecer com a unidade tem de quitar 100% o saldo devedor e não mover ação contra a companhia. Esse saldo poderá ser quitado livre de mora e multa e com desconto de 10% no preço da unidade. O saldo poderá ser pago com financiamento bancário ou recursos próprios. A partir da homologação do plano, os credores adquirentes têm 90 dias para adesão e mais 90 para a quitação do valor devido.

A segunda opção é para os credores adquirentes que não queiram manter a unidade. Esses credores terão o compromisso de compra e venda cancelado em 90 dias e o ressarcimento do crédito se dará a depender da venda da unidade. O valor de crédito será equivalente a 90% do originalmente pago pelo credor adquirente na aquisição da unidade. Saldos remanescentes serão pagos com a revenda da unidade e se isso não ocorrer em 60 meses, será feito pela recuperanda.

A terceira opção vale para os credores que não quiserem se enquadrar nas duas opções anteriores. Nessa condição, será aplicado um desconto de 50% sobre o crédito. Os saldos remanescentes desse grupo serão pagos por meio do aumento de capital.

No plano, a Viver afirma que pretende retomar os lançamentos de projetos em 2019 e, para reduzir a exposição do capital próprio, deverá focar esforços nas obras de construção de empreendimentos com modelos alternativos de financiamento e parcerias em projetos. (Cynthia Decloedtcynthia.decloedt@estadao.com)

Fonte: Broadcast

Fique por dentro do Mercado Imobiliário! Receba conteúdos gratuitamente.

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.